Biografia



por:Valmar Oliveira (Reidjou.com) com colaboração de Raíssa Kahn (blog BLAZE BAYLEY BRASIL)


A carreira de Blaze Bayley se iniciou em meados dos anos 80. Sua b
anda Wolfsbane, surgiu para nos brasileiros como uma banda iniciante que mandou uma demo que foi resenhada na Rock Brigade 31, de novembro de 1988 como sendo uma "banda empolgante e com um vocal competente e com muita energia". Com um visual meio que tendendo para o glam, sem ser totalmente poser, apenas li e passei direto pra outra resenha. Depois, anos mais tarde em outra Rock Brigade, falava-se da tour do disco do Iron Maiden No Prayer for the Dying, onde o Wolfsbane era a open act. 
A resenha falava da ótima perfomance da banda, que ela era popular na Ingleterra, além de ser conhecida mais pelo seu Q.A. (quociente alcoólico!) do que pelo seu Q. I. 




Alguns anos mais tarde tive a oportunidade de ouvir numa fita K7 emprestada de um amigo e achei um Hard muito bom, porém o sacana não me fez uma copia do material "gringo" dele. 
Somente em 1995 o nome Blaze Bayley surgiu novamente em terras brasileiras como o novo vocal do Iron Maiden que iria substituir o tão aclamado Bruce Dickinson. Na época, falava-se de Dio, Mike Kiske, Joey Belladona, da volta de Paul DiAnno, de André Matos...enfim, muitos boatos e nenhuma certeza! Até que saiu em uma nota oficial na revista Rock Brigade (lembrando que não existia a internet como era hoje...). 
Blaze havia impressionado Steve Harris durante a tour em que a Wolfsbane abriu para o Iron Maiden, chegando a dividir o palco com Bruce em algumas apresentações e criando uma amizade com Steve. Na hora da decisão entre Blaze e Doogie White (ex-Rainbow), Steve preferiu Blaze e deu inicio as composições do novo disco, que incorporou o clima que assolava Steve Harris, devido a saída de Bruce, a idéia de acabar com o Maiden, além do seu divorcio, tendo um clima mais sombrio. 


 
 
Neste período Blaze sofreu um grave acidente de sua moto, com várias fraturas na perna (danificando especialmente o joelho) e tendo que se submeter a tratamento com cortizona e MUITA fisioterapia (isso explica em partes o porquê Blaze engordou e perdeu cabelo logo apos a entrada no Maiden). Neste clima, em 1995 sai o magnífico The X-Factor. Um disco de Heavy Metal forte e com uma personalidade impar na discografia da banda. O publico ficou dividido, esperando algo na linha antiga da banda, ou tão comercial quanto o antecessor, o fraco mas bem-sucedido Fear of the Dark, mas quem realmente dividiu opiniões foi o Blaze, coisa que acontece ate hoje. Na época, já começava a se fortalecer o Metal Melódico e seus vocais característicos, que ate hoje parecem ditar como deve ser um vocal de Metal (uma tremenda baboseira dos pseudo-fans de Metal) e a artilharia se voltou pra Blaze, com um vocal totalmente diferente de seu antecessor na banda, alem de uma performance diferente (levando em consideração o estado de sua perna). Mesmo sofrendo pesadas criticas o disco e a tour se saíram bem, mesmo com alguns incidentes. 

Em 1998, se iniciaram as gravações do sucessor do X-Factor, Virtual XI, que devido às criticas e pressões, recebeu um direcionamento "mais pra cima"! Mas embora contenha ótimas musicas, ele era nitidamente inferior, tanto musicalmente quanto na produção ao The X-Factor. E novamente a artilharia contra Blaze era voltada. Um dos erros do Maiden, foi não ter adaptado as musicas ao estilo vocal. 
Na mesma época, o Helloween e o Judas Priest trocavam de vocais e abaixavam suas afinações e faziam adaptações no seu som para se adequarem aos novos vocais. Com a pressão dos fãs, gravadoras e boatos de banda acabando, Harris demite Blaze após o show da Argentina, e embora houvesse boatos de que Doogie White iria entrar na banda, quem voltou foi Bruce trazendo a tira-colo Adrian Smith (mas esqueceram de demitir o péssimo Janick Gers...). O Maiden em seguida lançou o Brave New World, que obteve uma ótima aceitação mundial.
Abrindo um parêntese, em uma entrevista ao portal Maidenfans, realizada em novembro de 2007, Steve Harris assumiu que 4 músicas do álbum Brave New World deveriam ter entrado no álbum Virtual XI. E as músicas são "Dream Of Mirrors" (na qual parte da letra foi escrita por Blaze Bayley sendo que no final seu nome não foi colocado como um dos compositores), "The Mercenary", "Nomad" e "Blood Brothers". Em entrevista Blaze assumiu que compôs partes de "Drean Of Mirrors" porem quando viu que Steve Harris não deu créditos a ele no álbum ficou chateado. Hoje Blaze evita a todo custo tocar no assunto, para evitar de afetar seu excelente relacionamento com a banda.



 Blaze resolve partir pra carreira solo, e após intensiva busca com a ajuda da Sanctuary, junta alguns talentosos músicos desconhecidos britânicos, e monta uma banda poderosa! Se o Maiden lançou o ótimo Brave New World, Blaze lançou o excelente Silicon Messiah já pela gravadora SPV. Hoje esse cd já é considerado um clássico! Temas como a faixa-titulo, The Brave, Identity, The Launch, The Hunger, Ghost in the Machine e Stare at the Sun são referências!
Muito detratores de Blaze ficaram admirados com a performance e a desenvoltura do vocalista e seus músicos, e o álbum ganha excelentes criticas ao redor do mundo. Mesmo assim, muitos se recusam a ouvir e dar crédito devido à passagem de Blaze pelo Maiden.

Em 2002 ele lança o irrepreensível Tenth Dimension. Recheado de composições fortes, como Speed of light, Kill and Destroy (o hit do álbum!), Leap of Faith, Stranger to the light, End Dream, etc, e de alto nível, e mais uma vez recebe excelentes resenhas enquanto Blaze embarca numa tour que passou pelo Brasil, mesmo sem o disco ter sido lançado por aqui (onde continua inédito até hoje), onde contou num show em São Paulo, com a participação de André Matos (ex-Angra, Shaman, Viper) na já clássica "Man on the Edge". Já nessa época começa um revisionismo da "era Blaze" e muitos fãs já consideram o The X-Factor um clássico moderno do Iron Maiden. 
Em 2003 é lançado o ao vivo As live as it gets, gravado na tour européia, e alem dos temas da banda solo, contava com algumas musicas do Maiden e o cover do Led Zeppelin, Dazed and Confuzed, que ele tinha gravado para um cd tributo e que foi considerado um dos destaques!

Infelizmente após este lançamento a banda sofre com a saída de alguns membros e Blaze passa por uma fase turbulenta em sua vida, com divorcio de sua esposa brasileira, alcoolismo e depressão. Isso de certa forma influenciou as composições do Blood & Belief, lançado em 2004. Um disco denso, sombrio mas com muita influência de sons mais modernos. Os destaques ficam por T n Seconds,Alive e Hollow Head (que veio a ganhar um hilário clip anos depois, Will to Win, a belíssima Soudtrack of my Life e Regret. O cd embora bom, não ficou no nível dos anteriores. Ultimo cd pela Spv/Steamhammer.


Com a perda da gravadora, tendo de carregar nas costas o papel de "vocalista rejeitado do Iron Maiden" pela maioria dos pseudo-fans da Donzela e de Metal, Blaze desistiu da música, se tornando alcoólatra e trabalhando em uma fábrica para sobreviver. Foi preciso a ajuda de sua amiga de infância, empresária e esposa, Debbie, para que ele retomasse a carreira.

Recompondo sua vida, Blaze retorna com uma nova formação, e com a banda levando o seu nome, já que anteriormente se chamava apenas BLAZE, e se apresenta no festival polonês Metalmania, onde toca ao lado de Testament, Destruciton, Sepultura, Paradise Lost, Entombed entre outros. Grava e lança o dvd Alive in Poland. Nota-se no dvd uma banda ainda em processo de entrosamento mas com um grande potencial (com exceção do baterista que logo é limado!). Com a banda reestruturada volta a tocar com frequência, e após um período de composição sai finalmente emm 2008 o novo e poderoso disco: The Man Who Would Not Die (e superando MUITO a queda no nível do album anterior). O trabalho é aclamado mundialmente mas como na vida de Bayley nada é fácil uma tragédia se abate sobre ele, cancelando a tour mundial que estava pra começar: sua esposa sobre uma hemorragia cerebral entrando em coma, e vindo a falecer tempos depois.

Após um período de luto, Blaze volta à estrada divulgando seu novo petardo e provando que ele está mais vivo e forte do que nunca!!

The Messiah is Alive!

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