terça-feira, 19 de junho de 2018

Blaze Bayley: "Paul Dianno tem uma voz bem melhor hoje do que nos tempos de Iron Maiden"


Em recente entrevista ao portal Ultimate Guitar, Blaze Bayley falou sobre o trabalho de outro ex vocalista da banda, Paul Di'Anno. Bayley revelou não ser tão fã dos vocais de Di'Anno nos áureos tempos dele no Iron Maiden e deixou bem claro que prefere o trabalho dele após ter deixado a banda.

Questionado sobre qual fase do Iron Maiden prefere: com Paul Di'Anno ou Bruce Dickinson, Blaze foi bem direto: "Definitivamente, a era Bruce. Gosto de 'Wrathchild' como música, mas gosto da versão com Bruce ao vivo, e foi a que aprendi. Não aprendi nenhuma versão de Paul Di'Anno. Quando me preparei para as audições, só ouvi as versões ao vivo de Bruce, porque eu amava a voz dele", afirmou.

Bayley destacou ainda que Paul "tem uma excelente voz em vários sentidos", mas que não gosta do estilo vocal dele nas antigas gravações do Iron Maiden. "Sinto que prefiro o que Paul faz agora, o seu estilo de voz atual. Para mim, em minha opinião, ele é um cantor muito melhor agora do que antes".




domingo, 6 de maio de 2018

BLAZE BAYLEY: O IRON MAIDEN PODERIA TÊ-LO AJUDADO DURANTE SUA PASSAGEM?

Por Bruno Rocha

É ponto pacífico entre todos aqueles que conhecem a história do Iron Maiden que a passagem de Blaze Bayley por lá foi no mínimo controversa. Certo, todo mundo já sabe, mas não custa nada lembrar: as performances ao vivo de Blaze com o Iron Maiden deixavam a desejar principalmente quando chegava a hora de ele cantar as músicas registradas originalmente por Bruce Dickinson. Blaze, notoriamente um cantor reconhecido por seus vocais graves e pesados, tinha bastante dificuldade de alcançar os tons altos que Bruce alcançava facilmente e que sempre foram uma das marcas registradas do Iron Maiden.

Eis o motivo pelo qual Blaze Bayley é até hoje escrachado por boa parte daqueles que conhecem o Iron Maiden. Blaze, barítono, não conseguia cantar tão alto quanto o tenor Bruce Dickinson. Até aí, tudo normal. São dois cantores de estilos distintos. Mas o problema reside no fato de Bruce ser endeusado por boa parte dos “fãs” da Donzela. De modo que, se um cantor tem dificuldade de reproduzir o que Bruce fazia, ele é logo taxado como péssimo ou limitado. 


Outro motivo de Blaze Bayley ser até hoje um cantor incompreendido é o seu timbre de voz em si. Não existe nenhum cantor de Metal no mundo que tenha uma voz parecida com a de Blaze, pesada, grave e raivosa. Mas esse é um mal que aflige todos aqueles que possuem um timbre de voz único, daqueles que você “ama ou odeia”. Quer mais exemplos: Derrick Green completa este ano duas décadas a frente do Sepultura aguentado críticas e mais críticas muito por conta de sua voz. James LaBrie, do Dream Theater, é outro cantor de Metal que possui uma voz única. Talvez essa seja o motivo de ele ser tão rejeitado por quem curte Dream Theater (muitos até defendem que a banda de John Petrucci deveria ser estritamente instrumental). Nem mesmo King Diamond consegue se esquivar deste fato e muitos até hoje não o compreendem por causa de seu timbre agudo e fantasmagórico.

Voltando a Blaze Bayley. Então por que diabos ele foi cantar no Iron Maiden mesmo sabendo que ele era “limitado”, tendo em vista ter que substituir ninguém menos que Bruce Dickinson?
Em primeiro lugar, Blaze não ingressou no Iron Maiden a força ou lançando mão de ameaças. Simplesmente surgiu a vaga de emprego e Blaze enviou seu currículo para a empresa. Quem é o cantor de Metal que não sonha em, pelo menos um dia, cantar no Maiden? Pois bem. O dono da empresa viu seu currículo (ouviu seu tape), se agradou e contratou o candidato, com o aval de seus sócios, Nicko, Dave e Janick. Quais as intenções que Harris tinha em mente em trazer Blaze para o Maiden, somente ele pode responder. Cabe lembrar que Steve tinha a opção de escolher um cantor que poderia facilmente alcançar tons altos e cantar as músicas gravadas por Bruce. Doogie White e André Matos estavam a disposição. Ele preferiu escolher o oposto.

X-Factour - 10 de novembro de 1995, Brixton Academy. 
Quanto aos álbuns gravados por Blaze, as discussões se acalmam um pouco, principalmente quando se trata de The X Factor. Este álbum traz uma carga soturna mais nunca antes vista em um álbum do Iron Maiden. Alguns se referem a The X Factor como o álbum mais Doom da Donzela. A voz estranha e grave de Blaze se encaixou bem na proposta densa e depressiva do álbum. Quando chegamos em Virtual XI, a análise é outra. Este é, de fato, um dos álbuns mais sem inspiração do Maiden, apesar de ter vários bons momentos, e a culpa disso não pode ser jogada somente em Blaze. Será que foi dele a ideia de repetir o refrão de The Angel And The Gambler quase 30 vezes?

Voltando a performance de Blaze ao vivo: o que a banda poderia ter feito para ajudar Blaze a ter um rendimento melhor:
Solução natural: baixar os tons das músicas. Não faria mal nenhum. Judas Priest, só para citar um exemplo, faz isso hoje e todo mundo sai ganhando: Rob Halford canta muito bem e confortavelmente e as músicas soam mais pesadas sem perder suas características originais. Os tons originais das músicas gravadas por Bruce se encontram no limite que Blaze poderia alcançar com seu esforço. Ter baixado meio tom ou um tom em cada música antiga poderia ter mudado para sempre várias impressões sobre Blaze ao vivo. E de bônus, as músicas soariam ainda mais pesadas, um problema que anda de mãos dadas com o Iron Maiden principalmente dos anos 2000 para cá.

Mas não! Blaze tinha que cantar nos tons originais! Por que, Steve? Será que a banda não tinha ideia que Blaze teria muita dificuldade em cantar na altura de Bruce? E que isso influenciaria na performance da banda como um todo? Será que os climas das músicas mudariam? Ou Steve não queria passar a impressão de que a banda estava envelhecendo, forçando Blaze a cantar nos tons originais?

O mais intrigante é que Blaze, que precisava desta ajuda por parte da banda, não a conseguiu e tinha que se esforçar, com o risco de prejudicar sua voz para o futuro, para alcançar os tons altos. Mas para Bruce, que nunca precisou de uma ajuda do tipo, a banda resolveu baixar o tom de Lord Of The Flies para que ele pudesse cantar confortavelmente.

A BANDA BAIXOU O TOM DE UMA MÚSICA DO BLAZE PARA BRUCE CANTAR?

Sim! Lord Of The Flies foi gravada originalmente em “F#m” (Fá sustenido menor), mas Bruce a cantava ao vivo em “Em” (Mi menor), um tom abaixo. Mas claro que o motivo não era que Bruce não conseguiria cantar no tom de Blaze. A música ficou bem mais baixa, mas Bruce cantava uma oitava acima. Traduzindo: bem mais alto, ao seu estilo. Ok, a música em questão ganhou um novo clima e ficou perfeita ao vivo na voz de Bruce, vide sua performance no Live/DVD Death On The Road. Mas isso foi um luxo concedido a Bruce Bruce, que não necessitava disso. O caso de Blaze era mais sério e necessário, e a ele não foi concedida a benesse de poder cantar em regiões mais confortáveis. Vai entender...
Ah, e se você reclama que Blaze errava as letras das músicas antigas ao vivo, Bruce também errava a letra de Lord Of The Flies.







Mas tudo bem. Aconteceu o que aconteceu e já faz quase duas décadas que Blaze foi demitido do Iron Maiden. Apesar dos pesares e de sua passagem contestada, Blaze sempre fala em suas entrevistas da gratidão que deve a Steve Harris pela oportunidade e por ele ser quem é hoje. Faz quase 20 anos que Blaze pode cantar do jeito que quer e da forma que se sente mais confortável. Tanto que seu trabalho-solo é bastante elogiado (por quem o ouve sem estar preso ao estereótipo de “o cara da voz estranha”). De qualquer forma, antes de criticar ou esculhambar um músico ou mesmo qualquer pessoa, cabe a reflexão de analisar as circunstâncias que cercam seu trabalho. Não gosta do Blaze assim mesmo? Ok! Mas isso não implica em condená-lo no Tribunal dos Fãs por conta de seu período no Iron Maiden. Eu o absolvo.

Bruno Rocha é redator e editor-chefe do site Roadie Metal.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Blaze Bayley: novo disco conceitual, Maiden e Brasil


Por Igor Miranda
Certa vez, o vocalista Doogie White definiu o colega Blaze Bayley como o “maior trabalhador do rock and roll”. Embora negue o rótulo – “acho que há muitas pessoas que trabalham duro”, diz –, Bayley é, de fato, um dos nomes mais ativos do heavy metal. Desde 2000, o ex-vocalista do Iron Maiden lançou nove álbuns solo, de inéditas, além de um disco com o Wolfsbane – “Wolfsbane Save the World”, de 2012 – e fez centenas de shows pelo mundo afora, sendo que mais de 50 deles foram no Brasil.

E o ano de 2018 já está sendo bastante agitado para Blaze Bayley. Em março, ele lançou “The Redemption of William Black (Infinite Entanglement Part III)”, disco que conclui a trilogia “Infinite Entanglement”, iniciada em 2016, com um álbum de mesmo nome, e complementada em 2017, com “Endure and Survive (Infinite Entanglement Part II)”. São três registros de inéditas em 715 dias – menos de dois anos –, que comprovam: Blaze está a mil.

Em entrevista exclusiva ao Whiplash.Net, Blaze Bayley falou bastante sobre seus novos discos, comentou um pouco sobre seu período no Iron Maiden e teceu vários elogios ao Brasil, com direito a uma promessa: voltará em janeiro de 2019 para uma série de shows pelo país.

A respeito de seus novos discos, Blaze Bayley reconhece que a série “Infinite Entanglement” foi um projeto ousado. Musicalmente, ainda traz o heavy metal de tons progressivos que os fãs se acostumaram a ouvir do vocalista, mas, até então, ele não havia trabalhado em séries de discos conceituais. Desta vez, ele conta uma história de ficção científica, com início, meio e fim repartidos em cada um dos três álbuns.

“‘Infinite Entanglement’ começa com um homem que não sabe se é humano. Sua consciência foi baixada para um corpo de máquina, então, ele acorda dentro dela. Ele se sente humano e pensa como um, mas tem corpo de máquina. Ele precisa decidir se é humano e é aí onde tudo começa. O segundo disco, ‘Endure and Survive’ é uma jornada de mil anos pelo espaço. Esse homem, William Black, sofre lavagem cerebral e deve matar todos os outros membros de sua raça até chegar ao novo mundo. Na parte três, ‘The Redemption of William Black’ ele tenta chegar ao novo mundo, mas os novos conquistadores da Terra, com suas naves, querem matar toda a população indígena. Então, William Black precisa decidir se fica com as tribos ou não. A história é semelhante à dos conquistadores de Portugal e Espanha, com a América do Sul sendo o novo mundo”, contou o vocalista.

As composições melódicas acompanham o tom de cada momento da história, de acordo com Bayley. “O primeiro disco começa com o ato de deixar sua casa e se despedir de tudo o que você conhece. Há otimismo, porque se busca um novo futuro, mas também há tristeza, por deixar tudo que é familiar para trás. A segunda parte é mais obscura e pesada, porque há morte, assassinato, sangue, ressentimento e vingança. São emoções mais obscuras. A parte três tem um tom melancólico, ao se lembrar do passado, de onde se veio. E descobrir que seu passado não dita o seu futuro, a música reflete esse ponto do otimismo”, revelou.

Blaze descreveu o projeto como “um grande desafio”, mas revelou que fez uso de aprendizados conquistados nos tempos de Iron Maiden. “Foi um grande desafio, mas, nos meus dias com o Iron Maiden, trabalhando com Steve Harris, aprendi muito. E são esses valores, onde a música está ligada à jornada. A melodia, a vocalização, a letra e a música estão ligadas à jornada. E trabalhar com Steve Harris, no Iron Maiden... ele me ensinou muito sobre isso. É uma grande influência. Há muitos detalhes, então, nós trabalhamos para lapidá-los e garantir que toda música seria o melhor que conseguíssemos fazer. Cada música tem seu propósito”, disse.

Banda e participações

Desde 2014, Blaze Bayley é acompanhado por uma banda já formada: a Absolva, composta pelo guitarrista Chris Appleton, o baixista Karl Schramm e o baterista Martin McNee. Apenas o também guitarrista Luke Appleton, que integra o Iced Earth, ficou de fora. Para Blaze, a decisão de trabalhar com esse grupo, que gravou os três discos da série “Infinite Entanglement”, tem sido “uma ótima forma para ter músicos consistentes e excelentes”.

“Chris Appleton é muito talentoso como guitarrista e como produtor. Martin McNee é um incrível baterista, porém, mais importante que isso, é que ele compreende tudo o que desejo e pergunta por todos os detalhes. Ele nunca se chateia e sempre trabalha duro. E Karl Schramm toca junto da banda e sabe como encontrar posições para encaixar o baixo. Sempre conversamos sobre todos os álbuns e antes de começar o primeiro, ensaiamos bastante. Desde então, dividimos onde cada música pertenceria. Trabalhar com uma banda de ótimos músicos nos três álbuns foi algo muito bom”, disse.

Especificamente em “The Redemption of William Black”, o mais recente da trilogia, Blaze Bayley contou com algumas participações especiais. Chris Jericho (Fozzy) e o já citado Luke Appleton cantaram em “Prayers of Light”, enquanto Liz Owen participou de “18 Days” e “Already Won”.


 “Fui muito sortudo com Chris Jericho. Estava em Los Angeles para um show e ele estava por lá. Nos conhecíamos de anos atrás, porque nos encontramos algumas vezes em festivais onde o Fozzy tocou. Ele me conhecia do álbum ‘The X Factor’ (1995), do Iron Maiden. Ele veio ao show, conversamos e ele me perguntou: ‘você falaria ao meu podcast?’. E eu respondi: ‘você estaria em meu disco?’. Ele disse que estaria em Birmingham, em outubro, e era justo onde gravaríamos o disco. Foi uma grande coincidência, pois aquele personagem de Chris Jericho é uma parte importante da história. Ajudou muito e foi fantástico. Já Luke Appleton, que é membro do Iced Earth e do Absolva, tem uma voz muito forte que eu gostei bastante de usar”, afirmou Blaze.

A relação com o Brasil

Não importa qual seja a turnê realizada por Blaze Bayley: os fãs podem ter certeza de que passará pelo Brasil. O vocalista citou o país diversas vezes durante a entrevista e, como citado anteriormente, prometeu voltar em janeiro de 2019.

“Quando eu era jovem, trabalhava em um hotel e via revistas falando sobre o Rock In Rio. Nunca pensei, em minha vida, que viajaria para o Brasil e seria conhecido no país. Mas, agora, fui ao Brasil várias vezes e tenho muitos fãs incríveis por aí e sempre penso em voltar”, afirmou. “Fui ao Brasil mais vezes e em mais cidades que qualquer outro artista internacional. E conheci mais pessoas, sem meet and greet, do que qualquer outro artista internacional”, completou.

Antes de vir à América do Sul, Blaze Bayley passará por diversos países da Europa. E já adiantou qual o show que deve chegar ao Brasil. “Tentamos selecionar algumas músicas da trilogia para o repertório. Há músicas das três partes. Além disso, estive no Iron Maiden há 20 anos, gravei dois álbuns e ainda gosto de tocar algumas músicas, mas estamos mudando a cada turnê. Teremos apenas algumas músicas do Maiden, como minha versão própria de ‘Virus’ e um novo arranjo de ‘The Angel And The Gambler’. É muito difícil trabalhar no repertório, pois há tantas músicas que gosto de tocar, mas preciso deixar muitas delas”, disse.

“Eu teria gostado de ficar no Iron Maiden”

Durante a entrevista, Blaze Bayley foi convidado a imaginar como teria sido se ele tivesse ficado por mais tempo no Iron Maiden. O vocalista chegou em 1994 para substituir Bruce Dickinson e ficou até o ano de 1999, quando o próprio Dickinson retornou a seu posto. Em sua curta passagem, Bayley gravou dois discos – “The X Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998) – e enfrentou críticas, especialmente, devido ao seu estilo ser diferente da voz clássica do Maiden.

“Eu teria gostado de ficar no Iron Maiden, pois estava trabalhando em novas músicas que estariam em um terceiro disco. Estava muito empolgado em poder gravá-las. Mas estou muito feliz, pois tenho 10 discos feitos por mim após isso. Há fãs do Iron Maiden que me odeiam, mas há fãs que me amam. Para algumas pessoas no Brasil, ‘The X Factor’ é o melhor álbum do Maiden, enquanto que, para outros, é o pior. Apenas me sinto muito sortudo por poder ir ao Brasil, tocar minhas músicas e obter uma ótima reação”, afirmou Bayley.

Embora tenha sido dispensado do Iron Maiden, Blaze destacou a boa relação que mantém com os integrantes da banda. “Ocasionalmente nos falamos, mas estamos sempre em lugares diferentes. Vejo Bruce mais do que qualquer outro, mas eles sempre estão em turnê. Sempre que nos encontramos, é um momento legal”, disse.

E, apesar da rejeição a “The X Factor” e “Virtual XI” por parte do público, Blaze Bayley nota que os discos foram mais aceitos com o passar dos anos. “A nova reação ao ‘The X Factor’ e ‘Virtual XI’ está relacionada à nova masterização, em vinil. Melhorou bastante o som. Sempre é legal quando as pessoas me descobrem por acidente, ouvem os discos da minha época e não sabem de mim, só de Bruce ou, às vezes, Paul (Di’Anno). Acho que é muito divertido quando me descobrem por acidente. É como a ‘Matrix’: descobrem todo um novo universo, incluindo meus discos solo. Tenho os mesmos valores musicais que o Iron Maiden e os fãs também gostam da minha música. Tenho muito orgulho dos meus tempos no Iron Maiden”, afirmou.

E o Wolfsbane?

Antes de se tornar conhecido por ser o vocalista do Iron Maiden, Blaze Bayley se consagrou no underground com o Wolfsbane, banda que comandou de 1984 a 1994 ao lado de Jason Edwards (guitarra), Jeff Hateley (baixo) e Steve Danger (bateria). O grupo encerrou suas atividades após Bayley entrar para o Maiden, mas, nos últimos anos, passou por reuniões periódicas: em 2007, 2009 e 2012 – com direito a um disco, “Wolfsbane Save the World”, além de um retorno que está acontecendo neste momento, em 2018.

“Estamos em uma nova reunião, com a formação original completa, do primeiro disco. Estamos trabalhando em material inédito. Em dezembro do ano passado, fizemos seis shows pelo Reino Unido. Voltaremos a fazer mais oito shows por aqui. E teremos música nova”, disse Bayley.

Publicada anteriormente no Whiplash.

domingo, 25 de março de 2018

Blaze Bayley explica a razão de não mais haver meet and greet após seus shows


Em entrevista para o Belfast Metal, Blaze Bayley falou sobre diversos aspectos, tais como sua atual turnê, a recepção positiva de "The Redemption Of William Black", o atual momento do Heavy Metal e o clima em seus shows. 

Sobre como o Heavy Metal é visto hoje em dia:

"Não há mais grandes bandas de Heavy Metal hoje em dia. O que existem são negócios de milhões e milhões de libras. O Heavy Metal não é mais a música mais popular do mundo. Não é como nos anos 80, quando estava na TV tocando o dia todo. Essa é a diferença. Mas nós temos um núcleo, não estamos desaparecendo. O Heavy Metal não está desaparecendo, e é um gênero, e quando é bem feito, é essa coisa incrivelmente poderosa que realmente leva você para fora de si mesmo, e é isso que eu gosto sobre o Metal. Estamos cheios de clichês, e eu admito isso, mas o que fazemos, e quando fazemos certo, pegamos esses clichês, e pensamos, 'sabe de uma coisa? Vamos trabalhar assim,' Nós amamos isso, e isso é parte do Metal que eu espero que nunca, nunca mude. Há partes em que você se interessa. Há algumas bandas que têm letras inteligentes que fazem você pensar um pouco, e há algumas bandas que são um pouco mais,  é tudo uma grande festa, e é isso que estamos fazendo, por isso, se você vir para nos ver, é hora da festa. Eu acho que todos nós temos essas partes diferentes, e o Heavy Metal é grande, e eu estou muito feliz por ser uma pequena parte dele."

Sobre não haver mais meet and greet depois de seus shows:

"Todos os shows do Blaze Bayley já são um grande meet and greet, e após o show, às vezes antes, a menos que eu esteja doente ou tenho que pegar um avião ou algo assim, ou o promotor bagunça, eu dou ainda um jeito de falar com os fãs, porque eu acho que, para mim, pessoalmente, eu só quero ser capaz de dizer o menor obrigado às pessoas que tornam possível para mim viver o meu sonho."

A entrevista pode ser ouvida na íntegra nesse link:

Fonte: Blabbermouth




terça-feira, 20 de março de 2018

Blaze Bayley sobre Bruce Dickinson: "Ele sempre me apoiou bastante em minha carreira solo"


Hayley Leggs conduziu uma entrevista com Blaze Bayley para o portal Total Rock Radio na edição 2018 do festival Hammerfest. A entrevista na íntegra, em inglês e sem legendas, pode ser vista no fim da matéria.

Sobre o apoio dado por Bruce Dickinson em sua carreira solo, Blaze respondeu:

"Eu conheço Bruce já há muto tempo. Antes de me juntar ao Maiden, estávamos em Nova Iorque com o Wolfsbane, e Bruce nos comprou algumas cervejas, e desde então sempre mantivemos contato. E mesmo quando eu estava no Iron Maiden, Bruce me apoiava bastante e até mesmo em minha carreira solo. O apoio aumentou mais ainda no álbum "Endure And Survive", pois eu queria fazer um vídeo para a música 'Escape Velocity' e o refrão diz 'I will fly'. E eu disse, 'você sabe, seria ótimo se pudéssemos usar um simulador de voo'. E quem eu conheço? E eu entrei em contato com Bruce, e ele me deixou usar um dos simuladores de voo na empresa dele. Quero dizer, isso custaria uma fortuna se você tivesse que comprá-lo, e ele me deixou usar isso o dia todo e filmar o nosso vídeo para a minha música. Foi incrível. Foi fantástico. Ele foi muito solidário. Sempre que estamos em uma sala juntos, dizemos um oi para cada um. Há um momento e um olhar entre nós, e eu acho que é uma coisa não dita, onde achamos o seguinte um do outro 'há aquela outra pessoa que sabe o quão difícil é ser o cantor do Iron Maiden.' [risos]"

Sobre os desafios em ser acolhido pelos fãs do Iron Maiden após substituir Bruce Dickinson:

"Realmente, minha voz é muito diferente do Bruce. Quero dizer, ele é uma lendária voz do Heavy Metal, e minha voz é muito, muito diferente. E eu acho que talvez o Iron Maiden realmente queria uma mudança, que eles queriam uma voz diferente naquele momento com os álbuns, 'The X Factor' (1995) e 'Virtual XI' (1998), os quais eu estava. E foi o início da era progressiva do Iron Maiden que estamos familiarizados agora, com as canções mais longas e maior produção e tudo mais. Então eu sinto que eu estava lá em um momento importante na história da banda, embora não eu não pude ter sido popular com todos os fãs, e ainda há uma abundância enorme de fãs do Maiden que me odeiam. É uma época interessante. E agora, 'The X Factor' e 'Virtual XI'  foram lançados em vinil e eles foram remasterizados. E essas versões remasterizadas do vinil são muito mais fortes, até mais que as versões originais do CD. É um público muito pequeno, é uma pequena quantidade de fãs que estão se interessando por mim e por meu trabalho."

Sobre as lições de composição aprendidas no Iron Maiden:

"Eu tenho que dar crédito, realmente, quando eu estava no Maiden trabalhando com Steve Harris. Ele me ensinou muito sobre composição, e ele me ajudou a encontrar essa parte extra da minha voz, que é uma grande parte do meu som agora. E eu acho que a coisa mais incrível foi quando você está lá com Steve e você pode ver a ideia de sua cabeça, indo para a sala de ensaio e, em seguida, ir para o álbum, é uma verdadeira lição. E foi ótimo aprender isso. E assim, na minha trilogia, há uma forte influência desse tipo de relacionamento mentor onde eu aprendi muito quando eu estava escrevendo 'Futureal' e 'Virus' e 'Man On The Edge' com Steve e o resto dos caras, eu aprendi muito com isso , e eu acho que é por isso que eu fui capaz de ter a confiança para dizer: 'este não é apenas um álbum. São três álbuns e é uma história que vai ser contada nos três álbuns."



Fonte: Blabbermouth


sábado, 17 de março de 2018

Doogie White relembra teste feito para entrar na banda


O vocalista Doogie White (Michael Schenker, Yngwie Malmsteen, Talk, Rainbow) falou, em entrevista ao The Metal Voice (tradução via Van do Halen), sobre o teste feito para assumir a vaga de vocalista do Iron Maiden, em 1993. Ele buscava o posto para substituir Bruce Dickinson, mas Blaze Bayley acabou sendo o novo integrante.
"Enviei uma fita a eles. Dickie Bell, manager de produção, retornou marcando uma audição e entregando um cassete, além das letras das músicas. Eram 18, a maioria presente nos discos 'A Real Live One' e 'A Real Dead One'. Fomos até a casa de Steve Harris, tocamos em um círculo, com Nicko McBrain atrás de mim. Tomamos chá, conversamos e foi isso", disse o cantor.

White citou, ainda, algumas músicas que fizeram parte do teste. "Cantei ‘Be Quick Or Be Dead’, ‘From Here To Eternity’, ‘The Evil That Men Do’ e depois as mais clássicas, como ‘Run To The Hills’", afirmou.

Doogie acabou sendo informado, pouco tempo depois, de que não havia conseguido o posto. "Steve tinha uma ideia do que queria. Duas semanas depois, me ligou e disse que dariam a vaga a Blaze. Ele é ótimo, um dos maiores trabalhadores do Rock and Roll", disse.


Embora tenha feito elogios a Blaze Bayley e ao Iron Maiden por sua decisão, Doogie White acredita que a história teria se encerrado da mesma forma - com o retorno de Bruce Dickinson, que se concretizou em 1999. "A saída mais fácil teria sido procurar um clone em alguma banda tributo, mas optaram por um passo corajoso, buscando algo diferente. Eles fizeram dois grandes álbuns. Porém, fosse quem fosse o cantor, o final teria sido o mesmo", afirmou.

Confira a entrevista na íntegra a seguir (em inglês e sem legendas).




Fonte: The MetalVoice

#IronMaiden #DoogieWhite #BlazeBayley

terça-feira, 13 de março de 2018

BLAZE participando de CD de músico brasileiro

A imagem pode conter: 1 pessoa, no palco, noite e área interna 
A banda solo de Brunno Mariante - vocalista e compositor conhecido pelo trabalho de anos nas bandas Nitrojam, Vindicta e V Project - contou com a participação especial de Blaze Bayley em seu CD solo que ainda esta em processo de gravação, mixagem e masterização.
Aguardamos por mais novidades!

#BlazeBayley #BrunnoMariante

sábado, 10 de fevereiro de 2018

REVIEW: BLAZE BAYLEY – “THE REDEMPTION OF WILLIAM BLACK (INFINITE ENTANGLEMENT PART III)




Nota: 9,5



Que Mr. Blaze Bayley acertou a mão em seus últimos dois álbuns “Infinite Entanglement (Part I) (2016) e “Endure And Survive (Infinite Entanglement Part II)” (2017), isso é um fato, mas o mais interessante e digno de nota é o uso da banda Absolva como suporte em sua carreira. O que esses caras tocam é uma barbaridade! Só engradeceram a carreira de Blaze e ao meu ver essa atual fase não perde em NADA para a banda original de “Silicon Messiah” (2000) e “Tenth Dimension” (2002).



Falando do novo álbum, essa é a terceira e última parte da trilogia “Infinite Entanglement” e meus amigos, o pau come solto já logo na primeira faixa, “Redeemer”, que seu início lembra muito o Megadeth.



Numa produção cristalina e bem na cara como a voz grave de Blaze pede, temos mais um álbum sem frescura e com muita emoção, tanto na interpretação das letras como no instrumental poderoso, pesado e tipicamente Heavy Metal, com algumas inserções de Power Metal aqui e ali. São 11 faixas grandiosas, com climas que variam do apocalíptico ao acústico de forma primorosa.



“Human Eyes”, que começa como uma balada e termina numa cacetada, é impossível de não se emocionar com a interpretação de Blaze, lembrando muito a belíssima interpretação de “The Clansman” em “Virtual XI” (1998).



Notei que, neste álbum especificamente, a profusão dos refrões “grudentos”, daqueles que te fazem cantar logo na primeira audição, estão em praticamente todas as faixas, o que eleva a interação com o ouvinte, e um ótimo um exemplo disso é a faixa “Prayers Of Light”, essa com a participação de Chris Jericho (Fozzy) e Luke Appleton (Iced Earth/Absolva) nos backing vocals!



Outro destaque vai para o peso de “18 Days” e seus riffs/solos tipicamente NWOBHM que farão a alegria de qualquer fã do metal britânico clássico, sem esquecer do dueto vocálico de Liz Owen (cantora e atriz) com Blaze que casou perfeitamente! Ah, falei em peso? Então toma a outra cacetada “The Darkside Of Black” que nos remete a coisas como “Man On The Edge” e “Futureal” facilmente!



Enfim, o som de Blaze amadureceu a um ponto que caminha com suas próprias pernas há décadas, não precisando em nenhum momento de sua ex-banda, e me arrisco a dizer que esses últimos três anos foram e estão sendo os melhores na carreira do cantor, que além de ser um baita músico é um grande ser humano.



Gosta de Heavy Metal bem tocado, pesado, pegajoso, cheio de alma (aqui até mais!!), que explora o melhor dos dois mundos, emoção e adrenalina, com gana e energia? Esse é o seu disco!





Para aqueles que continuam falando asneira de Blaze por conta de sua excelente e honesta passagem no Iron Maiden, sim aceite que dói menos pois a culpa do “fracasso” (eu não acho isso, mas vocês entenderam!) não foi dele, eu tenho uma “péssima” notícia para vocês: MAIS UM DISCO MELHOR DO QUE QUALQUER COISA QUE SUA EX-BANDA LANÇOU APÓS “BRAVE NEW WORLD” (2000). Mais uma vez: aceite que dói menos (risos).



Johnny Z.

Publicado originalmente no site Metal na Lata. 

#BlazeBayley #Absolva #ironmaiden #heavyMetal

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

REVIEW: "The Redemption Of William Black"


No dia 2 de março de 2018, a terceira parte da trilogia de Blaze Bayley será lançada. Curiosamente, "Infinite Entanglement" acabou por ser uma interessante história imersiva de ficção científica e, além disso, tornou-se uma das melhores aventuras do vocalista. Blaze ficou conhecido através de Wolfsbane, e pelo seu período no Iron Maiden. Em uma carreira solo, ele desenvolveu suas marcas dessas bandas. Eu pensei que, após o lançamento de um sucesso como "Promise and Terror", o Blaze não lançaria nada igualmente valioso. Meus medos foram confirmados pelo chato "The King of Metal" e apenas essa trilogia mostrou que o Blaze ainda pode criar um material que pode se misturar no mundo de metal. 

"The Redemption of William Black" é o final de uma trilogia bem sucedida, que é impressionante em termos de nível musical. Não há músicas fracas nesses álbuns e elas são realmente tensas desde o início até o fim. Blaze não só cuidou da parte instrumental, mas também da gravação. Você tem a impressão de que é a prova de que o Blaze em seu 9º álbum mostra o melhor e resume sua carreira. Encontraremos no novo álbum todas as marcas que o Blaze mostrou ao longo dos anos. As primeiras duas partes foram extremamente bem sucedidas e mostram o melhor em termos de heavy metal. Elas eram dinâmicas, enérgicas e muito melodiosas, então o espírito de Iron Maiden estava presente em todos os lugares. A terceira parte de modo algum é inferior à parte anterior, destacando as vantagens conhecidas dos álbuns anteriores. Blaze criou este álbum em colaboração com Chris Appleton, que é conhecido pela banda Absolva. 


"Prayers of Light" em que Fozzy aparece como um convidado, promove o CD. Uma música simples, com melodias muito cativantes. Há também uma diversidade de convidados, porque também temos Liz Owen na sombria" 18 Days" , que mostra o lado mais progressivo do álbum. Abrindo o Cd, temos um sucesso na forma de " Redeemer" , que me lembra os tempos de "Virtual XI". Ainda melhor é " Are You Here ", que mostra o quão bem a cozinha criada por Martin Mcnee (bateria) e Karl Schramma (baixo) funciona. As performances e solos de Chris são impressionantes aqui. Em " Immortal One" há sublimidade, há uma nota de progressão e um clima sombrio, sendo outra composição interessante neste álbum. A quantidade de  transições e diversificações que estão nessa faixa são muito positivas. “The First True Sign” tem partes de guitarra muito atraentes, embora o tempo em si seja mais moderado". Também não poderia deixar de ter uma balada pesada nesse álbum, que é "Human Eyes". Até mesmo o Blaze mostra um lado mais Hard Rock em "Arleady Won". O final do disco volta a acelerar o batimento cardíaco, porque novamente há um volta ao metal pesado. “The dark side of Black”, que faz referencia ao trabalho do Iron Maiden. “Eagle Spirit” que mostra que Blaze ainda é capaz de criar peças mais longas, é muito legal e constrói a tensão e entrelaça diferentes ritmos. É uma pena que esta seja a última parte da trilogia, porque esses três álbuns mostram tudo em termos de sonoridade pelo que o que Blaze é conhecido, mas também mostram algo novo, uma nova forma de evolução e progressão, escuridão e ficção científica.
O Blaze está na melhor forma!! "The Redemption of William Black" é um álbum de heavy metal MUITO BOM, e que certamente irá satisfazer os fãs do Blaze, Iron Maiden e do próprio gênero. Este álbum pode agitar este ano.

Classificação: 8.5 / 10

Publicado originalmente no site Power Metal Warrior

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Bruce Dickinson diz que gosta de cantar músicas da fase Blaze


Bruce Dickinson participou do podcast  "Rock Talk With Mitch Lafon", apresentado por Mitch Lafon, e lá foi indagado por que ele concordou em cantar o material da era Blaze, tão logo voltou para a banda em 1999, Bruce disse:
"Bem, você sabe, a vida é muito curta pra ficar discutindo por causa de seu ego, é  algo infantil e idiota. E, na verdade, algumas das músicas funcionam bem (com minha voz), outras nem tanto, mas quer saber? São músicas que muitos fãs do Iron Maiden gostam , em particular 'The Clasnman' e 'Sign Of The Cross", acho que realmente acertamos a mão nestas músicas e são um material muito grandioso. O vocal de Blaze, claro, é bem diferente do meu, ele tem um vocal um tom ligeiramente abaixo do meu, então eu posso soltar a minha voz nestas músicas, que eu adoro cantar".

Bruce foi além e comentou dizendo que têm o máximo de respeito e admiração por Blaze, "Blaze se viu numa situação extremamente difícil, sua voz era muito diferente da minha e ele tinha que tentar cantar algumas das músicas antigas do Maiden, era uma coisa muito complicada (pra ele). E Blaze era e ainda é um cara muito, muito gente boa, e eu tenho um grande respeito por ele".
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