segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Blaze Bayley: Confira show completo da Double Trouble Tour 2013

Antes de desembarcar no Brasil para mais uma grande sequencia de shows, Blaze Bayley se uniu a Paul Dianno para alguns shows juntos na Russia! 

Confira abaixo as apresentações da DOUBLE TROUBLE TOUR 2013 com set lists recheados de clássicos que agradam certamente todos os fãs do ex-vocalista do Iron Maiden.

Setlist:
00:00 The Brave
05:08 Futureal

07:52 The Launch
11:20 Lord of the Flies
16:20 Virus
23:00 Ten Seconds
28:10 Silicon Messiah

34:45 The King of Metal
37:31 Identity

42:53 Lightning Strikes Twice
48:30 Robot

54:23 The Clansman
01:04:10 Born as a Stranger
01:11:30 Man on the Edge







terça-feira, 19 de novembro de 2013

Maiden History - 1980-2002 (Blaze Era) French TV


Em 2002 uma emissora francesa lançou um documentário intitulado Maiden History 1980-2002. Abaixo segue uma transcrição aproximada do vídeo abaixo, que compreende a fase de 1995 a 1998, ou seja, a fase em que Blaze esteve no posto de vocalista da Donzela de Ferro.
 
-Blaze: Quando eu soube que o Bruce estava saindo,  eu fiquei muito surpreso. Eu nunca imaginaria que um dia eu iria cantar com essa banda fabulosa .

-Bruce: Blaze se saiu extraordinariamente bem em circunstâncias muito difíceis. Eu não acho que ele pensou no quão difícil iria ser, e até mesmo Steve não sabia disso quando o contratou para atender as expectativas da banda. Blaze trabalhou muito duro. Quero dizer, não havia ninguém mais implicado na banda. Ele era criticado injustamente por pessoas que não entendiam a situação crítica da banda. Você não pode criticar alguém que trabalhar pra caramba!

-Blaze: Para mim, foi um sonho tornado realidade

-Steve: Eu estou muito feliz com este álbum. É muito diferente do álbum anterior, é legal porque prova que evoluimos. Mas soa como Maiden, e isto é normal, porque isso é o que nós somos e o que nós provavelmente nunca mudaremos.

-Nicko: Eu estou realmente muito feliz com o som deste álbum. O vocal de Blaze é simplesmente fenomenal . É verdade que estamos sempre orgulhosos de nossos álbuns, mas há algo especial com este,  e isso é talvez por causa do seu nome "Virtual XI ". Talvez seja um número mágico.

-Steve: Na verdade, este é o nosso 11 º álbum , de modo Virtual XI é um nome que caiu bem . Eu também adoro futebol, todos os fãs sabem disso. Portanto, este é titulo é legal que associa música e futebol.

-Blaze: Eu sou mais ligado em computadores do que o futebol . Com o jogo Ed Hunter,  temos transformado todas as artes dos CDs do Maiden em um mundo 3D. Assim, para o primeiro álbum, você pode andar pelas ruas, encontrar pessoas e atirar neles ou em qualquer outra coisa. Você também pode visitar o asilo de Piece of Mind, onde Eddie está preso. Você também tem as pirâmides do Powerslave. Você é um caçador do Eddie e o caça, você deve encontrá-lo. Você tem que o achar, mas ele também tentará pará-lo. Você tem que sobreviver, se você quer ganhar.

-Bruce: Rod, o empresário da banda, me perguntou se eu me interessaria em voltar ao Maiden. Eu digo ok, mas... E Blaze? Bem, Blaze está saindo, aconteça o que acontecer.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Bruce Dickinson entrevista Blaze Bayley

Rolou em 15 de fevereiro de 2008 uma entrevista que Blaze Bayley concedeu a Bruce Dickinson em seu FridayRock Show. 
Para aqueles que não querem ouvir ou não entendem inglês, disponibilizamos também a tradução dos momentos mais importantes da entrevista! Aproveitem:
Bruce: Quando você entrou no Maiden e tudo mais, eu vi o tanto de mídia que vocês tiveram, e foi algo exagerado, quer dizer, eu não consigo imaginar porque quando eu entrei na banda eu tive um pouco de atenção, mas a banda não era assim grande no mundo todo e tal, então, como foi isso pra você?  
Blaze: Tudo que eu fiz no Maiden, na verdade eu já tinha feito com o Wolfsbane, porque nós tínhamos atingido um certo nível, então nós fizemos vídeos, demos entrevistas e tudo mais. Mas no Maiden tudo vai a um nível tão exagerado que parece que você vai rachar ao meio. A fase de promoção do The X Factor durou 6 semanas, e em certo momento o Dave virou pra mim e disse “essa é a coisa mais difícil que eu já fiz”, pois nesse ponto já estávamos há seis semanas na estrada, e era só isso: “como é ser o novo vocalista do Iron Maiden?” e eu dizia “ah, é ótimo”, centenas de vezes, sabe. E realmente era ótimo, mas nesse ponto nós não tínhamos feito nenhum show ainda!
Bruce: Como você se sentiu, quando eu voltei à banda? Você sentiu como se tivesse sido deixado de lado, ou algo do tipo?  
Blaze: Hmmmm… acho que foi apenas questão de negócios. Sabe, não é sua culpa, nem minha. No final do dia alguém lá na EMI olhou o balanço de vendas e disse “bem, isso não está indo do jeito que deveria”, ignorando o fato de que naquela época, as vendas de CD’s estavam despencando no mundo inteiro. Todo mundo leva a culpa, e alguém tem que ser o bode expiatório, e naquela hora, provavelmente foi eu. Mas foi para o melhor do Iron Maiden, então, apesar de ter ficado bastante desapontado, eu não fiquei com raiva. O Iron Maiden precisava continuar sem mim, seja lá com que formação, ele deve continuar, porque é melhor para o Maiden.
Bruce: Falando agora da sua carreira solo, depois de deixar a banda, você lançou o Silicon Messiah. Eu achei o album realmente bom, achei realmente interessante.  
Blaze: Obrigado.  
Bruce: Eu gosto mais daquilo que você está fazendo agora do que das coisas que você fez no Maiden, acho que é mais sólido.  
Blaze: É, eu aprendi muito; musicalmente, a melhor coisa de ter passado pelo Maiden foi a quantidade de coisas que eu aprendi e a confiança que eu ganhei. Ter a Man On The Edge duas vezes no Top Of The Pops, ter o single no “top 10”, ter o The X Factor como número 1 em vários países pelo mundo e compor com a banda... então, quando eu fui fazer o Silicon Messiah, eu tinha confiança, eu sabia que conseguiria fazê-lo, eu sabia que eu era bom o bastante, porque eu já havia feito e provado isso. Eu tenho muito orgulho do Silicon Messiah. Algumas das músicas eu planejava trabalhar com o Maiden, se ainda estivesse com eles, mas na parte comercial, a gravadora não fez certo, o empresário não fez certo.... e por várias razões, eles lançaram o álbum na mesma semana do Brave New World. Então, realmente, do ponto de vista comercial, eu nunca tive chance. Quer dizer, por que você compraria o Brave New World e o novo álbum do Blaze Bayley, na mesma semana? Você TEM que comprar o álbum do Maiden. Eu nunca tive chance.
Bruce: Você acha que se tivesse tido um empresário e um lançamento mais agressivos, teria sido melhor para sua carreira?  
Blaze: Olhando pra trás, sim. Mas também, a situação agora está realmente boa. Agora eu tenho mais auto-confiança do que jamais tive, sobre a minha música, minha habilidade e sobre os projetos nos quais estou envolvido; então talvez eu não tivesse essa auto-confiança se não tivesse passado por este inferno do desconhecimento (risos).
Bruce: Certo, mas segure essa história, porque agora vamos tocar uma faixa que você escolheu anteriormente, Hollow Head, diga de onde surgiu essa música.  
Blaze: Bem, é uma história verdadeira sobre ter ido ao médico e então encaminhado ao psiquiatra, e aí ele inventa sua própria doença fictícia, quando ele diz que não há nada de errado comigo, exceto por eu não ter um cérebro. Então é por isso que se chama Hollow Head (NT: Cabeça Vazia). É uma doença bem singular.
Bruce: Eu tenho isso toda manhã.  
Blaze: Certo.  
Bruce: (risos)  
Blaze: Então, a música é sobre isso, e é toda baseada nas coisas que o médico realmente me disse. 

Sobre a recente reunião do Wolfsbane:
 
Blaze: Eu pensei em encontrar todos os caras e ver o que eles estavam fazendo e se estavam afim de se juntar e tocar algumas músicas, e todo mundo concordou. Nós íamos tocar duas músicas, mas no final acabamos tocando seis. E o show foi muito divertido. E então Ginger do Wild Hearts, ele conhece Jay (NT: Jay Walsh, guitarrista da banda de Blaze) porque Jay produziu algumas coisas do Wild Hearts, e ele disse “por que você não abrem alguns shows para nós?” Então nós fomos e nossa, foi absolutamente fantástico, é tão divertido estar juntos!  
Bruce: Vocês vão fazer mais shows, certo?  
Blaze: Nós faremos mais se conseguirmos arranjar tudo. Gostaríamos muito de ir ao Japão, porque nós todos já fomos ao Japão separadamente, em diferentes bandas, mas nunca estivemos lá como Wolfsbane, então nós adoraríamos fazer isso.
Bruce: E agora falando um pouco da sua carreira solo, a banda agora se chama “Blaze Bayley”.  
Blaze: Eu tive que mudar o nome, Bruce. Porque quando eu saí do Maiden, eu chamei a banda de BLAZE, mas ninguém sabia quem era. As pessoas me encontravam e diziam “Ah, Blaze, o que você está fazendo?” - “Eu tenho minha própria banda” – “Como se chama?” – “Blaze.” Mas, quando eu mudei para Blaze Bayley, como fez o Ozzy Osbourne, as pessoas falam “Ah, Blaze Bayley, ah sim, do Iron Maiden, do Wolfsbane”!
Bruce: Certo. Este é o Best Of, não é? É chamado apenas de “Blaze Bayley”, e está sendo vendido exclusivamente através do seu site, www.blazebayley.net 

Blaze: É, exclusivamente. Nós abrimos a loja há mais ou menos um mês, e tudo está indo muito bem.
Bruce: O cd está sendo lançado… Planet Blaze é o seu selo, não é?  
Blaze: Sim e não. O que estou fazendo é, eu decidi ter a minha própria gravadora, por ter sido tratado tão injustamente pela indústria da música. Eu pensei “bem, eu realmente quero ter meu próprio selo e fazer tudo eu mesmo”, porque, há cinco anos atrás, ainda havia aquele estigma, que se você lançasse seu próprio álbum por seu próprio selo, sempre havia aquela coisa de que não seria tão bom quanto se fosse lançado por uma grande gravadora. Agora, do jeito que a tecnologia evoluiu, as pessoas não pensam mais assim. Então, eu criei meu próprio selo e o primeiro lançamento da Blaze Bayley Recordings vai ser o meu novo álbum.  
Bruce: Excelente. Você já tem um nome pra ele?  
Blaze: Já, mas não posso revelá-lo exclusivamente aqui pra você hoje. Farei isso no futuro, se você me chamar de volta.  
Bruce: Aaaaah, te chamaremos de volta quando o álbum sair, com certeza.
Bruce: E sobre shows. O que você tem agendado?
Blaze: Nós vamos para a Noruega, fazer um show para o Clive Aid. Também para Helsinque, e no Reino Unido faremos por volta de 20 shows, em maio, para promover o lançamento do novo álbum. Vamos fazer também alguns pequenos festivais pela Europa. Nós vamos para… e aqui há algo que eu gostaria de pedir a você, especificamente, Bruce. Nós iremos para a Colômbia, em setembro.  
Bruce: Ah, é mesmo?  
Blaze: Sim. Agora, você pode dizer não, pode mesmo, não vou ficar ofendido, mas você também vai para a Colômbia, e vai antes de mim. Você poderia distribuir alguns flyers do nosso show? Você provavelmente vai caminhar pelas ruas, procurando por um Kebah (NT: rede de fast-food), quando estiver faminto depois do show…
Bruce: Nós faremos uma coletiva de imprensa, e com certeza alguém vai nos cobrar sobre uma volta, então vou dizer “é, não voltaremos em setembro, então vão ver o Blaze”  
Blaze: É! (gargalhadas)

Bruce: Acho que demora alguns anos pra que... parece que as pessoas tem uma certa dificuldade em ouvir sua carreira solo objetivamente.  
Blaze: É, sempre tem um julgamento, cara.  
Bruce: Na verdade, basicamente sua carreira teve que partir do fundo do poço, e então quando você começou a se erguer com seu próprio esforço, as pessoas começaram a falar “ah, muito bem, ele obviamente leva a sério esse negócio de música!”  
Blaze: (gargalhadas)  
Bruce: Quer dizer, é ridículo….  
Blaze: Como se não tivesse sido sério nos vinte anos anteriores!  
Bruce: Exato. É realmente idiota.  
Blaze: É, é o senso comum.
Bruce: Realmente. Então vamos à ultima música que você escolheu, e não acho que o título poderia ser mais apropriado. “Alive” (NT: Vivo) e que certamente não vai a lugar nenhum exceto no caminho ascendente, Blaze Bayley, obrigado por ter sido meu convidado especial hoje à noite.  
Blaze: Obrigado, Bruce, boa sorte na turnê.  
Bruce: Obrigado.  
Blaze: Agitando a bandeira e tudo mais.  
Bruce: Certo, tudo de bom!  
Blaze: Pra você também, Bruce.

 publicado originalmente no Iron Maiden Brasil

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Man on the Edge - Uma visão sobre Blaze Bayley


Por Gabriel Vince (Rock And Roll Review)
Todos conhecem Blaze Bayley.

Qualquer um com um pouco de conhecimento sobre Heavy Metal sabe que ele foi vocalista do Iron Maiden em 2 discos lançados nos anos 90, The X-Factor e Virtual XI. Qualquer um também sabe que, com um estilo de voz mais sombrio (e não estridente), ele não foi bem recebido pelos fãs e acabou sendo substituído por Bruce Dickinson anos depois, em 1999.

Sua carreira musical não começou, nem terminou no Iron Maiden. Ele começou cantando no Wolfsbane e hoje sustenta uma excelente carreira solo. É nela que vai se focar esse artigo, mais especificamente nos álbuns de estúdio.

Não vou comentar álbuns ao vivo ou compilações, comentarei apenas sua obra criativa,  suas criações novas, manifestadas em seus ótimos discos de estúdio, que ele vem lançando desde 2000. Darei nessas análises uma perspectiva musical-biográfica de quem considero um dos maiores e mais injustiçados nomes do Heavy Metal atualmente.





Silicon Messiah

Silicon Messiah

Este é o primeiro disco de Blaze.
"New messiah is born" diz a letra da música que dá nome ao disco.
Silicon Messiah não lembra em quase nada o som que se faz Iron Maiden (talvez The Brave apenas) mas carrega um clima denso em suas músicas que parecem terem sido trazidos do X-Factor, como por exemplo, as partes silenciosas que vez ou outra desabrocham no disco.
Aclamado por críticos, Blaze impressiona tanto com uma voz excelente, moldada as suas próprias ordens, quanto uma competente banda de apoio formada por Steve Wray e John Stater nas guitarras, Rob Naylor no baixo e Jeff Singer na bateria.
Ótimo vocal, peso, bons riffs, lindas linhas melódicas e boas letras em praticamente todo o disco, fica até difícil elencar os destaques do disco.

Escute: Ghost in the Machine, Born as Stranger e The Day I Feel to Earth




Tenth Dimension
Tenth Dimension

Lançar um disco excelente logo de primeira para muitos é um golpe de sorte. Muito se especula do segundo disco não ser muito bom pelo risco que tem de se repetir a fórmula sob motivação de que "em time que está ganhando não se mexe".
Pois bem, Blaze conseguiu fazer um disco disco diferente do anterior e manter a mesma qualidade.
A bem da verdade, esse disco é ainda melhor que o primeiro. Ele consegue ser ainda mais agressivo (em algumas músicas parece ter uma levada Thrash), sombrio e melódico ao mesmo tempo.
Pelas críticas muito se fala da pesadíssima trinca de músicas que abrem o disco Kill and Destroy, End Dream e Tenth Dimension, mas destaco ainda a dobradinha de baladas The Truth Revelead/Meant to Be que tem linhas melódicas de guitarras lindas. Os refrões são magníficos e muito bem cantados.
As letras do disco parecem formar um conceito, quase sempre tratando de uma desolação apocalíptica e conspiratória, com algumas exceções.






Blood & Belief
Blood & Belief

Depois de 2 anos Blaze volta. O tempo foi conturbado para o músico. 
Foram 2 anos lutando contra o alcoolismo a demissão coletiva dos músicos da sua banda, a briga judicial com o ex-manager e a separação da esposa.
Passado esse era obscura surge o disco Blood & Belief para expurgar todos esses demônios.
O disco parece sintetizar uma luta do Blaze em retomar a carreira e a vida, não é fácil. No entanto, ele grita pra quem quer ouvir "I'm still ALIVE".
Graças a Deus! 
Blaze neste abandonou os temas sci-fi dos primeiros discos. A temática das letras parece caminhar mais para o biográfico, e não é por menos, por tudo o que aconteceu com ele, fantasiar se torna um exercício por demais complicado.
Este disco é ótimo, tão bom quanto os dois anteriores, apenas um pouco mais sombrio. 




The Man Who Would Not Die

The Man Who Would Not Die

The Man Who Would Not Die é mais um exemplo da competência de Blaze.
Um trabalho com uma características típicas de sua carreira solo e, novamente, tão bom quanto seus anteriores. Talvez, até seja o seu melhor disco, não existe uma música no disco que não seja menos que excelente.
Longe de referências ao Iron Maiden, esse disco aposta numa linguagem musical mais próxima a uma versão mais pesada de um Power Metal. Um ótimo material para todos que gostam de um Heavy Metal bem feito. Pesado, ótimos momentos melódicos, bons riffs, uma ótima linha vocal e bons solos.
Blaze Bayley definitivamente não precisa provar mais nada, apenas confirma que este talvez seja um dos músicos mais injustiçados do Heavy Metal.
Depois das dificuldades pessoais, profissionais, Blaze tem força para apresentar mais um disco fantástico e "sorrir de volta para a morte".
 
Escute: The Man Who Would Not Die, Smile Back at Death e A Crack the System





Promise and Terror - Blaze
Promise and Terror

"Conhecida como Debbie e também empresária da banda BLAZE, Deborah sofreu uma hemorragia cerebral há algumas semanas e desde então vinha se recuperando, até que teve uma recaída e voltou a entrar em coma há alguns dias."

Chegamos no disco mais intenso, sombrio e introspectivo da carreira do Blaze e esse recorte de notícia explica muito sobre o processo subjetivo de composição do disco.
Se achamos o Blood & Belief meio autobiográfico esse se torna profundamente pessoal. O álbum é a jornada emocional de Bayley - palavras dele - imposta a ele pela morte repentina de sua esposa em 2008.

Tudo que eu amo foi levado

Me pergunto que razões tenho para viver

Desesperadamente tenho procurado por um significado.

Agora é hora de deixar o mundo



Letting Go Of The World


Não chega a ser um disco conceitual, as últimas quatro músicas do disco (Surrounded By Sadness, The Trace Of Things That Have No Words, Letting Go Of The World e Comfortable In Darkness) simbolizam, respectivamente, os quatro passos de Blaze para lidar com essa tragédia pessoal: a perda, dor, tristeza e aceitação.

Não vou desistir desta dor, a dor do que eu perdi

Eu não quero ser curado, porque eles ainda tentam?

Dor é tudo o que me resta pra dizer que foi real

Dor é a unica coisa que restou e que posso sentir



The Trace of Things That Have No Words


Musicalmente competente como sempre, próximo ao Blood & Belief, o disco é mais um petardo em sua carreira.

Escute: Watching The Night Sky, Madness And Sorrow e 1633




The King of Metal

The King of Metal

Chegamos ao sexto disco de Blaze e mais um disco com um cunho bastante pessoal.
Bayley afirmou que o álbum é dedicado a todos os fãs que o apoiaram ao longo dos anos, e que sem o seu apoio continuado a sua carreira não teria sido possível.
A homenagem não se limita aos fãs mas também aos que fizeram sua mente, seus ídolos. Como a ótima Dimebag, a segunda faixa do disco, que presta uma bela homenagem a Dimebag Darrell, o lendário guitarrista do Pantera, Damageplan e Rebel Meets Rebel e que foi assassinado em palco, durante um show do Damageplan em Alrosa Villa, Columbus, Ohio.
Há muitas letras de desabafos também, Judge Me e a balada One More Step, que são as mais notáveis.
O disco varia entre Thrash, Power e Heavy Metal Tradicional (The Rainbow Fades to Black é tradicional puro, vai te agradar bastante se gostas) com bons momentos e solos interessantes.
Há uma ênfase maior em passagens lentas ao longo do disco, com vocais mais melancólicos, o que pode tornar a experiência um pouco enjoativa, mas nada que deixe o disco ruim.

Escute: The King of MetalThe Rainbow Fades to Black e Fighter



Blaze - Época X-Factor


Conclusão

Blaze Bayley não está acomodado, como Paul Di'anno, vivendo a sombra do Iron Maiden e sendo comodista para aproveitar a fama que ainda resta. Tenho uma tese para isso, o passado dele no Iron Maiden não teve das melhores repercussões. Como sabemos, Blaze Bayley saiu debaixo de suspiros de alívio para maioria dos fãs, que o achavam ruim e incapaz de ocupar um posto tão honrado deixado pelo rei Bruce Dickinson. Sua saída da banda, então, não contou com prestígio e afeto, mas com certa alegria, ainda mais que o que viria a substituir seria o vocalista clássico, Bruce. O que ele fizesse no meio musical seria então naturalmente abafado, não atrairia boa parte desses fãs mesmo, poderia terminar sua carreira musical ali.
Blaze Bayley
Como não poderia aproveitar plenamente esse titulo de ex-membro do Iron Maiden, como Paul Di'anno, obviamente uma figura bem mais icônica dentro da história da banda, ele precisou se esforçar mais para achar seu próprio caminho e andar com as próprias pernas, não apostando tudo na figura de ex-vocalista de uma grande banda, mas como um musico que disputa seu espaço tal como todas as outras bandas, melhores, piores e equivalentes.

Blaze Bayley montou sua própria banda, seu próprio som, com alma própria, e desde então vem recebendo elogiosas críticas tanto de críticos musicais profissionais quanto de ouvintes que se dispuseram a ouvi-lo, despindo-se de todo preconceito que poderiam ter.

Blaze não está morto! "You know I'm still alive... alive..."



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Wolfsbane - Live at Bloodstock Open Air 2013



Por Iain- 18 de Agosto de 2013

Você não pega metade das bandas na mistura eclética do Bloodstock Open Air, mas o velho "algo para todos”, era particularmente verdadeiro para o cast no palco Sophie Lancaster, onde na noite de domingo, viu-se o lendário Wolfsbane imprensado entre os estilos de metal extremo do Belphegor e Dying Fetus.
O Wolfsbane teve a difícil tarefa de tocar na mesma hora que o Anthrax, que tocava no palco principal, mas havia uma multidão decente de Howling Mad Shitheads (como são chamados os fãs da banda) enchendo a tenda quando a sua hora no de palco se aproximava. Desde a sua ressurreição, alguns anos atrás, o Wolfsbane têm consistentemente demonstrado que eles ainda têm o indescritível "aquilo" que separa uma grande banda ao vivo de uma apenas boa.
 
No caso do Wolfsbane, seu ás no baralho é definitivamente o vocalista Blaze Bayley. O ex-donzela de ferro pode ter tido as maiores arenas durante seus dias com o Iron Maiden, mas eu sempre achei que ele dava o seu melhor quando ficava cara a cara com o público, e tenho boas recordações de muitas noites suadas no Edinburgh Venue, em algum momento do século passado, e apesar de que a banda tenha ficado mais velha e mais sábia (ok, talvez não mais sábia), eu sabia que estávamos em um bom show. 

Eu apenas não sabia o quanto exatamente seria bom.

Como  um bom vinho, boas bandas de metal parecem ficar melhor com a idade, e por mais que alguém da platéia tenha envelhecido, os anos foram revertidos quando o Wolfsbane fez um show cheio de energia, o suficiente para colocar a maioria dos novos pretendentes à sua coroa  no metal britânico, envergonhados. Blaze não ficava parado por um segundo durante o set, parando apenas para entreter o público com sua marca registrada, um pouco de conversa entre as músicas, enquanto o baixista Jeff Hateley cuidava para que o vocalista não monopolizasse todos os holofotes.

O show começou em alta com “Limo” do ep “Did It For The Money”. Há sempre uma preocupação quando algumas bandas voltam e anunciam novidades, que será uma pálida lembrança do que era antes, mas não houve a chance disso aqui. 
O setlist desta noite foi uma mistura de coisas velhas e novas, e o novo material foi sendo tão bem recebido quanto clássicos como “Black Lagoon” (que foi realmente gravado 20 e tantos anos atrás?) e, claro, “Manhunt”.

Eu realmente desafio alguém não gostar do Wolfsbane ao vivo e, a julgar pela maneira que a tenda encheu-se durante o seu show, uma grande quantidade de transeuntes foram atraídos para dar uma olhada! Como Blaze disse no palco, o Wolfsbane não tinha nada com que se preocupar, ao invés disso, era o Slayer que deveria estar preocupado por tocar em seguida.

E ele estava apenas brincando...

Esta é uma banda que sempre teve um dom para escrever grandes canções de rock'n'roll, do tipo que leva você a cantar junto, como antigamente... E cantar junto foi o que fizemos. MC Blaze fazendo toda a tenda cantar “Money to Burn” será uma memória permanente do BOA 2013, um daqueles  momentos que apenas o Bloodstock proporciona a você.


Brilhante, adorei!


Publicado originalmente no Crackblabbath 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Blaze Bayley lança mais um vídeo de música inédita: Eating Children



Através do seu canal oficial no youtube, Blaze Bayley, disponibilizou a faixa "Eating Children" (antes tinha lançado a também nova "Hatred") que faz parte da sua coletânea/Best of comemorativa de 30 anos de carreira intitulada Soundtracks Of My Life que já está a venda no site BlazeBayley.Net

Confira abaixo o video:



Tracklisting:
DISC 1
1 Man Who Would Not Die
2 Ghost in the machine
3 Stare at the sun
4 Robot
5 Kill & Destroy
6 Silicon Messiah
7 The brave
8 The launch
9 King of Metal (Remixed by Rick Plester)
10 Rainbow fades to Black
11 Samurai
12 Blackmailer
13 Watching the night sky
14 Speed of light
15 Soundtrack of my life


DISC 2
16 Russian Holiday (acoustic feat. Thomas Zwijsen)
17 Clansman (acoustic feat. Thomas Zwijsen)
18 Voices from the past
19 Tenth dimension
20 Blood and belief
21 10 seconds
22 Leap of faith
23 Tough as steel (Blaze version)
24 Comfortable in darkness
25 Living someone elses life
26 The day i fell to earth
27 Motherfuckers R us
28 Wonderful life (Sinnergod feat. Blaze Bayley)
29 Hatred -- New song--
30 Eating children -- New song--

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Blaze Bayley: Há 18 anos ocorria a estréia no Iron Maiden


Neste dia 02 de Outubro acontece o aniversário de 18 anos (maioridade) do lançamento de um álbum bastante aguardado e que gerou milhões de comentários a partir de então.

Com “ The X Factor”, a banda inaugurava a sua terceira fase (Mark III) já que depois de Paul Di´Anno e Bruce Dickinson, agora a “Donzela de Ferro” tinha como frontman o jovem Blaze Bayley. Isso era algo muito complicado, pois Bruce havia gravado – desde 1982 até 1993 – 7 álbuns de estúdio e 3 álbuns ao vivo, marcando de uma forma ímpar a trajetória da grande banda em que havia se tornado o quinteto britânico.

A turnê se estendeu por quase 1 ano e teve 128 shows, pelos 5 continentes.

São deste álbum músicas marcantes para a carreira da banda, como: “The Sign Of The Cross”, “Man On The Edge” e “Blood On The World´s Hands”. Parece que o teste do tempo foi favorável ao honesto álbum de estréia de Blaze Bayley.



 

Por Jorge Almeida (Cultura e Futebol)
 
Hoje, 02 de outubro, completa 18 anos em que o Iron Maiden lançou o álbum “The X Factor”, um de seus dois trabalhos que contaram com os vocais de Blaze Bayley (ex-Wolfsbane). O nome do disco pode ser atribuído de duas formas: a primeira é a de que o álbum era o décimo de estúdio da Donzela, por isso que o “X” pode ser interpretado como o número 10 (em algarismo romano), ou, “O Fator X”, que é devido a entrada e ser dedicado ao novo vocalista. Até aquele momento, “The X Factor” tinha sido o segundo trabalho de estúdio dos ingleses que não era faixa-título (o outro é “Piece Of Mind”), assim, como também foi a primeira obra que o título não fez parte da letra de nenhuma de suas dez faixas.

A capa do álbum foi criada pelo artista Hugh Syme e retrata a operação que quebrou a cabeça da mascote Eddie (vista pela primeira vez na capa de “Piece Of Mind”). O guitarrista Dave Murray sugeriu em trazer a mascote Eddie como uma figura mais próxima da “realidade” (ele sempre foi retratado como um desenho).

O novo disco foi co-produzido por Steve Harris e Nigel Green e foi gravado entre meados de 1994 e agosto de 1995 nos estúdios Barnyard, em Essex (Inglaterra).

Das faixas que compõem “The X Factor”, destaques vão para “Man On The Edge”, baseada no filme “Falling Down”, de 1993; “Lord Of Flies”, inspirada em um romance homônimo, ambas foram lançadas como singles; já “The Edge Of Darkness” é baseada no romance de Joseph Conrad Heart Of Darkness (que também deu origem ao filme de 1979, o “Apocalipse Now”); e, “Sign Of The Cross”, cujo enredo é inspirado em um homem que foi vítima da Inquisição Espanhola, é a segunda faixa mais longa que já foi gravada pelo Maiden, com os seus pouco mais de onze minutos (só perde para “Rime Of The Ancient Mariner”, que ultrapassa a marca dos 13 minutos gravada em “Powerslave”) e que continuou no setlist da banda após o retorno de Bruce Dickinson, como pode ser comprovado nas versões ao vivo da canção encontradas no single “The Wicker Man” e nos álbuns “Rock In Rio” e “Death On The Road”.

Com Blaze no lugar de Bruce, o Maiden mudou o estilo musical implantado nos trabalhos anteriores, causando uma série de críticas por parte dos fãs mais fervorosos. Algumas faixas abordam temas deprimentes, que podem ser ouvidas com as suas introduções lentas, além de suas letras, como, por exemplo, os casos de “The Aftermath” e “2 A.M”. Outra coisa que marca “The X Factor” é que algumas composições que a banda produziu acabaram por não entrando no álbum, casos de “Justice Of The Peace” e “Judgement Day”, que foram lançadas na coletânea “Best Of The B’Sides” e na caixa “Eddie’s Archive”, além de “I Live My Way”.


A turnê de divulgação do novo trabalho, intitulada “The X Tour”, começou poucos dias antes do lançamento oficial de álbum, no dia 28 de setembro e terminou em 18 de abril de 1996, após 101 concertos. Foi durante esta tour que a banda tocou em lugares que nunca havia se apresentado antes, como Jerusalém (em Israel) e Johannesburgo (na África do Sul).


Mas o grupo enfrentou alguns incidentes nesta turnê. Como aconteceu em uma apresentação que a “Donzela” fazia no Chile. Durante a execução de “The Trooper”, um expectador cuspiu nos integrantes da banda. Bayley e Harris, após terminar a execução da música, discutiram calorosamente com a plateia condenando tal atitude.


O novo vocalista causou em suas primeiras apresentações uma certa antipatia para com os fãs do Iron Maiden. Isto porque enquanto o seu antecessor (e atual sucessor) Bruce Dickinson saltava, corria e fazia poses, Bayley, geralmente, ficava parado em algum lugar do palco, agitava a plateia com os constantes movimentos de seus braços, e durante os solos andava sobre o palco, isto pode ser explicado pelo acidente de motocicleta que sofreu em fevereiro de 1994, que culminou com uma fratura grave em seu joelho e a mobilidade reduzida.

Apesar das críticas, o álbum atingiu a oitava posição nos charts.

A seguir a ficha técnica e o tracklist de “The X Factor”:

Álbum: The X Factor
Intérprete: Iron Maiden
Lançamento: 2 de outubro de 1995
Gravadora: EMI
Produtores: Steve Harris e Nigel Green

Blaze Bayley: voz
Dave Murray: guitarra
Janick Gers: guitarra
Nicko McBrain: bateria
Steve Harris: baixo

1. Sign Of The Cross (Harris)
2. Lord Of The Flies (Gers / Harris)
3. Man On The Edge (Bayley / Gers)
4. Fortunes Of War (Harris)
5. Look For The Truth (Bayley / Gers / Harris)
6. The Aftermath (Bayley / Gers / Harris)
7. Judgement Of Heaven (Harris)
8. Blood On The World’s Hands (Harris)
9. The Edge Of Darkness (Bayley / Gers / Harris)
10. 2 A.M (Bayley / Gers / Harris)
11. The Unbeliever (Gers / Harris)


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Blaze Bayley lança vídeo de música inédita: Hatred


Blaze Bayley lança novo video: a faixa Hatred é uma das músicas inéditas que farão parte do album "Soundtracks of my life", que terá lançamento oficial em 31 de outubro.

Por sinal, essa faixa é melhor que muita coisa do "King of Metal"!

Confira o petardo!

Tracklisting:
DISC 1
1 Man Who Would Not Die
2 Ghost in the machine
3 Stare at the sun
4 Robot
5 Kill & Destroy
6 Silicon Messiah
7 The brave
8 The launch
9 King of Metal (Remixed by Rick Plester)
10 Rainbow fades to Black
11 Samurai
12 Blackmailer
13 Watching the night sky
14 Speed of light
15 Soundtrack of my life


DISC 2
16 Russian Holiday (acoustic feat. Thomas Zwijsen)
17 Clansman (acoustic feat. Thomas Zwijsen)
18 Voices from the past
19 Tenth dimension
20 Blood and belief
21 10 seconds
22 Leap of faith
23 Tough as steel (Blaze version)
24 Comfortable in darkness
25 Living someone elses life
26 The day i fell to earth
27 Motherfuckers R us
28 Wonderful life (Sinnergod feat. Blaze Bayley)
29 Hatred -- New song--
30 Eating children -- New song-- 


Já à venda no site oficial

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