terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Entrevista com Dyllan Leandro Christofaro

Abrimos espaço em nosso site para os fãs e admiradores do trabalho de BLAZE BAYLEY. Nosso primeiro entrevistado é dono de uma coleção admirável sobre o Iron Maiden e sobre que passou pela Donzela: Dyllan Leandro. As fotos abaixo são uma minúscula amostra da parte seu acervo que contempla a carreira do Messiah. Enjoy!

 
1 – Olá Dyllan. Fale-nos sobre como você conheceu o trabalho de Blaze Bayley. Qual o primeiro contato e suas impressões na época?
A primeira vez que ouvi a voz dele foi no programa de rádio Backstage em 1994, que tocou a música All or Nothing do Wolfsbane para apresentar aquele que havia acabado de ser anunciado como novo vocalista do Iron Maiden. A impressão causada foi a de que ele não tinha a voz que qualquer fã imaginava que seria apropriada para o Iron Maiden, na verdade. Mas deu aquela impressão de que a banda viria com alguma mudança de direcionamento musical que talvez representasse algo positivo, fugindo daquela linha dos álbuns No Prayer for the Dying e Fear of the Dark.











  
2 – Sobre a carreira de Blaze, o que pensa dela? Eleja seus preferidos em suas diferentes bandas, e o porquê destas escolhas?
A carreira do Blaze, desde seu início com o Wolfsbane, tem muitos momentos excelentes e outros de menor expressão, como ocorre com muitas bandas e artistas. Gosto muito do material hard rock que ele produziu com o Wolfsbane, banda que manteve certa uniformidade de qualidade e direcionamento em sua trajetória e seu último lançamento “Wolfsbane Save the World” surpreendeu-me bastante. Gosto muito desse disco, então elejo este o meu preferido com o Wolfsbane.


Do Iron Maiden, a escolha óbvia é o álbum The X Factor, disco excelente, bem inspirado e muito bem escrito pelo Steve Harris e Janick Gers, principalmente. As sequelas da mudança de formação tornaram esse disco mais denso e obscuro, onde a voz mais grave do Blaze contribuíram na formação do “caráter” desse disco. As injustiças que incidem sobre este disco decorrem da dor da ‘perda’ de Bruce Dickinson à época, com as inevitáveis comparações e dos discos clássicos dos anos 80, que fazem sombra em cima dos lançamentos do Iron Maiden até hoje.


E, da carreira solo do Blaze, tenho como destaque da primeira fase o álbum Silicon Messiah, que trouxe o Blaze Bayley muito inspirado em composições grandiosas, logo após sua saída do Iron Maiden, demonstrando sua força de superação e capacidade de conduzir uma carreira solo com material de qualidade, sem que tivesse a dependência de tocar ao vivo apenas as músicas que gravou com o Maiden.
Embora seja inevitável ele tocar essas músicas do X Factor e Virtual XI, ele tem um número grande de fãs que admira a qualidade dos seus discos solo e reconhece no cara alguém que não é refém de seu passado, que não tem preguiça de criar e de seguir em frente. 


3 – O que você pensa sobre a passagem de Blaze no Iron Maiden?
Apesar de apreciar muito os discos que o Iron Maiden lançou com ele nos vocais, se a contratação do Blaze pelo Iron Maiden tivesse sido a coisa certa a ser feita, sua passagem pela banda não teria sido tão breve.
Como disse, The X Factor é um disco de que gosto muito, ouço com frequência e é possível perceber que é algo no qual Steve Harris empenhou-se demais. Essas composições mais densas formam um conjunto de excelente qualidade, embora diferente de tudo que a banda havia feito no passado.
Embora o Blaze tivesse condições de executar com perfeição as músicas compostas para sua voz, a execução ao vivo dos antigos clássicos da era Bruce Dickinson comprometiam a qualidade das apresentações do Iron Maiden. O próprio Blaze reconhece não possuir o alcance vocal de Dickinson.

Portanto, a passagem do Blaze pelo Iron Maiden reuniu uma produtividade em estúdio bastante inspirada, principalmente no X Factor, com apresentações ao vivo que expuseram a inadequação da voz do Blaze para a execução de clássicos indisponíveis do Iron Maiden.

4 – Você tem uma bela coleção de itens sobre o Blaze. Como se deu o início dessa coleção?
Na verdade, sou colecionador do Iron Maiden. E minha coleção inclui itens dos membros da banda em carreiras solo e outros projetos. Tenho muitos itens do Bruce Dickinson e Samson, Paul Dianno e suas bandas Battlezone e Killers, Adrian Smith, Nicko McBrain e outros.
Então minha coleção do Blaze é, de fato, um segmento de minha coleção do Iron Maiden e inclui os CDs do Wolfsbane e da carreira solo do Blaze, incluindo as edições especiais apenas disponíveis em pré-venda no site do próprio Blaze.

5 – Qual item você considera o seu predileto? Qual o mais difícil de adquirir?
Da coleção do Blaze... vou colocar esse Platinum Package do Soundtracks of My Life tanto como predileto como o mais difícil de adquirir, pois foi esgotado em poucas horas na pré-venda e que garantiu aos compradores o nome no encarte e a inclusão de uma foto no livreto especialmente produzido para a coletânea. Estamos eternizados na biografia do Blaze.

6 – Se por alguma desventura do destino você tivesse que se livrar de sua coleção, mas ficar com apenas um objeto dessa coleção, qual você escolheria?
O Platinum Package do Soundtracks of My Life, pelos motivos que expus na resposta anterior.

7 – O que você teria a dizer para quem critica o trabalho, a voz de Blaze sem ao menos tentar conhecer sua carreira, julgando apenas pela sua passagem no Iron Maiden?
Eu respeito a opinião das outras pessoas e não forço ninguém a ter a mesma concepção das coisas que eu tenho. Eu gosto de bandas de diversos segmentos do metal, aprecio Rhapsody, Dimmu Borgir, Slipknot, Ghost, Slayer, The Beatles, Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Judas Priest, Rush, Queen, Kiss, Manowar, Cradle of Filth, Nightwish e muitas outras.
Não é muito comum pessoas que possuem essa disposição em apreciar uma gama tão grande de diferentes tendências e estilos de música pesada.

Então, quem faz um juízo desfavorável da carreira do Blaze com base no que ele fez com o Iron Maiden tem suas razões para pensar desta forma. E se o indivíduo não tem interesse em ouvir outros discos dele, paciência.

Eu penso que nós apenas devemos perder o precioso tempo de nossas vidas apreciando aquilo que nos proporciona certa satisfação, eu não perco meu tempo sendo um ‘hater’ daquilo que não me interessa ouvir. E a gente percebe que muitos ficam descendo a boca em bandas na internet com o claro propósito de provocar intrigas e ofender aqueles que gostam, o que é, na minha opinião, desperdício de tempo.

8 – O que você achou do ultimo disco de estúdio de Blaze? E o que você espera para o próximo álbum?
The King of Metal é, na minha opinião, um disco inferior aos anteriores, um material menos rico e inspirado do que os outros lançamentos recentes do Blaze. Eu particularmente, aprecio muito mais o The Man Who Would Not Die e o Promise and Terror, pois a banda que os gravou estava bastante afiada. Mas essa é a impressão que eu tive.
Entre o The King of Metal e o último do Wolfsbane, fico com o do Wolfsbane.

9 – Obrigado pela atenção Dyllan. Um grande abraço e deixe por aqui sua mensagem aos leitores da Blaze Bayley Brazil!
Eu que agradeço a oportunidade. É muito legal perceber que aqui no Brasil o Blaze é sempre recebido com bastante carinho em muitas cidades por onde ele se apresenta ano após ano. É um artista que aprendemos a cada dia admirar pela sua perseverança, humildade, simpatia, profissionalismo e por ser alguém que demonstra possuir uma imensa gratidão e admiração pelos seus fãs. Um grande abraço a todos. 
Keep rockin’ !!!

BLAZE BAYLEY/ Thomas Zwijsen - Teatro Odisséia, Rio de Janeiro


Por Marcos “Big Daddy” Garcia/ Fotos: Daniel Croce/ vídeos: Rafael Jank

Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014, no Teatro Odisséia, Rio de Janeiro, Brasil.

Promotor: Open The Road Booking/Management/Productions
Preço: R$ 60.00

Uma tarde quente deu lugar a uma noite tempestuosa e chuvosa no Rio de Janeiro, e o Teatro Odisséia chegou a pôr alguns guarda-chuvas de praia do lado de fora da casa para proteger o público de uma tempestade de Verão na cidade. Mas nada que afastasse o público, pois esta foi a noite de um show de BLAZE BAYLEY na cidade, uma parte da turnê brasileira de divulgação do CD “Soundtrack of my Life”.


Um bom público tomou a casa, ansioso por Blaze, mas antes, veio um show acústico calmo e bem intimista com Thomas Zwijsen, o guitarrista que tem tocado com Blaze por alguns anos.




Com um violão nas mãos, e tendo o público cantando (sim, a platéia estava cantando junto conforme ele tocava), ele mostrou muita simpatia e boa comunicação com o todos. Seu estilo lembra de algo que fica entre a Música Clássica e o Flamenco, com alguns acordes virtuosos em velhas canções do IRON MAIDEN, como “Aces High”, “Blood Brothers”, e o hit “Fear of the Dark”, todas elas seguidas de cantos e aplausos da platéia. Mas ele também tocou uma versão para “Behind Blue Eyes”, dos velhos dinossauros ingleses do THE WHO.

Um ótimo aquecimento, mas queremos ouvir mais canções de sua autoria da próxima vez, Thomas.

Setlist:
Aces High
Fear of the Dark
Run to the Hills
Behind Blue Eyes (THE WHO cover)
Blood Brothers


E mal o show de Thomas terminou, ele pegou a guitarra elétrica, e junto com os membros do TAILGUNNERS (Lennon Biscasse no baixo, Lely Biscasse nas guitarras e Gustavo Franceschet na bateria. Ouçam o disco novo deles, “The Gloomy Night”, e entenderão o motivo deles terem sido escolhidos para estarem na banda desta turnê), e BLAZE BAYLEY subiu ao palco, detonando o clássico “Lord of the Flies”, seguida de “The Launch”, “Futureal” e “Judgement of Heaven”.


O show inteiro foi uma mistura de músicas antigas do IRON MAIDEN da época de Blaze, e muito material de sua carreira como BLAZE e BLAZE BAYLEY (lembremos que há esta divisão na carreira dele). E todas são belas canções, e a justificativa para muitos fãs preferirem Blaze no IRON MAIDEN que o retorno de Bruce. Mas isso é outro papo, para outra hora.
 

Blaze no palco se mostra um grande vocalista (canta da mesma forma que se ouve nos discos, talvez até melhor), um grande frontman (tendo toda a atenção do público por todo o show), um grande entertainer (ele conversa, faz piadas e põe fogo na audiência a cada momento, mostrando bom humor no palco e fora dele), e um grande ser humano (mais abaixo poderão ler o motivo desta afirmação), acompanhado de ótimos músicos (Thomas e Lely são ótimos guitarristas e mostram enorme simpatia no palco; Lennon é um ótimo baixista, tendo muita energia e não ficando parado por muito tempo no mesmo lugar, e Gustavo toca muito. Vocês precisam vê-lo em ação!). 


A a platéia estava em êxtase, ficando enlouquecida a cada canção, com Blaze tendo cada um dos presentes em suas mãos, cantando grande canções como “Robot”, “Vírus”, mas os melhores momentos foram, sem sombra de dúvidas, quando tocaram “The Sign of the Cross” e “The Clansman”, onde todos os presentes gritavam “Freedom” à plenos pulmões (a minha própria garganta está em frangalhos, mas que se dane, hahahahaha). “Man on the Edge” foi precedida de um discurso de Blaze de como ele ama o Brasil, e antes da última canção, ele disse ao público: “esta é a última canção, e depois dela, eu estarei lá, no bar, esperando por vocês”, e tocaram “The Angel and the Gambler”, onde ocorreu um duelo de solos de guitarras entre Thomas e Lely.

E quando a música acabou, Blaze desceu do palco e foi para o bar do Teatro Odisséia, onde autografou CDs e revistas, tirou fotos com os fãs e falou com todos até o último fã. Algumas bandas deveriam lembrar disso, pois todas elas vieram do underground, e terem a mesma atitude...


Um ótimo evento, logo, parabéns à Agência Open the Road e ao Teatro Odisséia por mais um grande evento!


Setlist:

Lord of the Flies
The Launch
Futureal
Judgement of Heaven
The Brave
Como Estais Amigos
Stare at the Sun
Lightning Strikes Twice
Robot
Virus
Sign of the Cross
Soundtrack of My Life
The King of Metal
The Clansman
Man on the Edge
The Angel and the Gambler




Fonte: http://www.metal-temple.com/

Vídeos: 

"The Launch":


"Robot":



"Soundtrack of My Life":




domingo, 19 de janeiro de 2014

Blaze Bayley: Versão acústica de "Futureal" no Brasil

O vocalista Blaze Bayley (ex-Iron Maiden), continua no Brasil ao lado de Thomas Zwijsen e Anne Bakker com a turnê de divulgação do EP "Russian Holiday". Assista abaixo um vídeo do trio tocando uma versão acústica de "Futureal" do Iron Maiden, nos estúdios do programa Locomotiva do Rock!


"Russian Holiday" traz regravações acústicas de três músicas da carreira solo de Bayley, uma re-gravação do clássico "Sign Of The Cross", do Iron Maiden e uma nova música chamada "Russian Holiday".


Segue o tracklist do álbum:

01. Stealing Time (4:57)
02. Russian Holiday (4:19)
03. Soundtrack Of My Life (5:17)
04. One More Step (3:30)
05. Sign Of The Cross (10:02)



Fonte: Whiplash.Net

Blaze Bayley: confira as datas restantes de turnê pelo Brasil




Blaze Bayley ainda está em turnê pelo Brasil!
Confira as datas!

09/JANGoiânia @ Bolshoi Pub

10/JANBrasília @ America Rock Club

11/JANSão José do Rio Preto @ Vila Dionísio

12/JANRiberão Preto @ Vila Dionísio

16/JANRio de Janeiro @ Teatro Odisséia

17/JANNova Friburgo @ Gres Saudade

18/JANLaguna @ III Laguna Metal Fest

19/JANCuritiba @ Blood Rock Bar

23/JANLondrina @ Hush Pub+INFO

24/JANSão Paulo @ Special Meet & Greet

25/JANSão Paulo @ Manifesto Bar+INFO

26/JANBelo Horizonte @ Stonehenge Pub+INFO

27/JANLimeira @ Bar da Montanha+INFO

31/JANSão Bernardo do Campo @ Rock Clube+INFO

01/FEVMaringá @ Nite Club+INFO

02/FEVGuarulhos @ Rancho Sertanejo

Fonte: www.blazebayley.com.br

Blaze Bayley: participação em album da banda GRIMSKULL



A banda de metal Norueguesa GRIMSKULL divulgou seu novo single que conta com a participação de Blaze Bayley nos vocais.

A música fará parte do futuro album da banda como faixa bônus.

Confira abaixo:




Violeiro de Blaze Bayley lança segundo álbum




O guitarrista clássico belga Thomas Zwijsen lança no dia 11 de março seu segundo álbum. Nylonized conta com participações dos vocalistas Blaze Bayley (Iron Maiden, Wolfsbane), David Readman (Pink Cream 69, Voodoo Circle) e Damian Wilson (Threshold, Ayreon), além do guitarrista Kee Marcello (Europe) e o tecladista Derek Sherinian (Black Country Comunion, Dream Theater, Billy Idol). O tracklist traz:

01. Nylonized
02. Black Masquerade (Rainbow)
03. Panic Attack (Dream Theater)
04. Behind Blue Eyes (The Who)
05. Flash Of The Blade (Iron Maiden)
06. Poison (Alice Cooper)
07. Twilight Zone (Golden Earring)
08. Highway Star (Deep Purple)
09. Journey To The South
10. Skyfall (Adele)
11. Perfect Storm
12. La Última Canción (Agustin Barrios Mangore)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Jovens Franceses Executam Futureal

Uma banda de adolescentes franceses, chamada de RIP, protagonizou em 2013, num festival de música no Conservatório de de Bourg-la-Reine, em Bourg-la-Reine, Franca, uma das mais hilárias performances.



Confira abaixo eles destruindo a clássica "Futureal".






Confira o Setlist épico do evento:

1- (intro) stand up for rock n' roll - Airbourne
2- breaking the law - Judas Priest
3- lonely day - System of a Down
4- eye of horus - RIP
5- hunger games - RIP
6- futureal - Iron Maiden
7- smoke on the water - Deep Purple
8- the wicker man - Iron Maiden
9- sweet dreams - Marilyn Manson
10- the trooper - Iron Maiden
11- la souris verte - RIP
12- dark teddy - RIP
Em tempo, o vocalista Remi "saiu" da banda, e um dos guitarristas hoje é também responsável pelos vocais...


Abaixo um vídeo, deles já como quarteto, executando "The Trooper".

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

BLAZE: Tenth Dimension Tour Sweden 2002



Kulturbolaget, Malmo, Sweden - Jan 17th, 2002
Review & Photos by Anders Sandvall

O ano de 2002 começa com Blaze e como headliner  o Savatage. Quando se trata da banda Blaze, ela é tão metal quanto se pode ser. O início da turnê foi no KB em Malmo Suécia. A banda Blaze começou como banda de apoio do Savatage por cerca de um mês pela Europa. Depois que eles foram em sua própria turnê como headliner.

BLAZE é: Jeff Singer (bateria), John Slater / Steve Wray (guitarra), Rob Naylor (baixo) e, claro, Mr. Blaze Bayley nos vocais. A banda Blaze entrou no palco e atropelou o público como um trem desgovernado, apesar do fato de que havia pouco espaço no palco porque o Savatage tinha um monte de equipamento. A banda Blaze foi selvagem. Todos os quatro na frente se movimentando e se chocavam uns com os outros. Os guitarristas John e Steve me impressionaram muito. Ambos cumprem os seus deveres como solistas. Rob tem uma grande  personalidade no palco, de um jeito muito legal. A banda Blaze está ficando cada vez mais forte desde a primeira turnê que eles fizeram após o primeiro registro “Silicon Messiah”. Blaze é tão louco no palco como ele costuma ser, pulando e procura estar em todos os lugares no palco ao mesmo tempo. Ele também encoraja o público a pular o tempo todo. Blaze também tem uma grande personalidade no palco e ele parece estar feliz e gostando de estar com seus novos colegas de banda. Toda a banda parece gostar de estar em turnê novamente. 

O show foi curto, cerca de uma hora, porque eles estavam abrindo para o Savatage. Ouvimos três novas músicas do novo álbum: "Kill and Destroy", "End Dream" e "Tenth Dimension". Foram puro heavy metal, como deveria ser. Eu gostei muito das músicas. Blaze não pode deixar de tocar algumas músicas do Iron Maiden. O mesmo aconteceu esta noite. Tocaram "Futureal" e "Man on the Edge". A música é quase tão boa quanto era no Iron Maiden. Eles também tocaram músicas do debut álbum: Ghost in the Machine - "Born as a Stranger" e a faixa-título.

Blaze nos convidou para cantar junto com ele em " Born as a Stranger ", "Man on the Edge" e " Tenth Dimension ". E era espontâneo cantar "Futurereal" e "Ghost in the Machine". O som estava perfeito, nem muito alto e nem muito baixo, todos na banda eram ouvidos. 

O público não era em grande numero nesta noite de estréia. 250 estavam presentes e não há espaço para um público de 750. A audiência estava na frente no palco desde o início, quando a banda entrou entrou em cena. Estou ansioso para a sua próxima visita, como headliners. Então, eles podem tocar mais tempo e dar-nos de crédito canções extras em relação a este show.

Eu tive uma pequena conversa com Blaze. Ele me disse que depois dessa turnê de apoio, Blaze vai ser headliner. Eles também querem tocar no " Sweden Rock Festival" neste verão na Suécia. Essa tour provavelmente virá à Suécia, em dezembro deste ano. Blaze é uma pessoa muito agradável, educada. Todos que querem falar com ele ou a sua banda são bem-vindo. Blaze ainda deu uma volta entre o público. Não são muitas as estrelas do rock que o fazem.








Setlist
Kill and destroy
End dream
Tenth dimension
Man on the edge
Ghost in the machine
Futurereal
Born as a Stranger
Silicon Messiah

publicada anteriomente no Metal-Rules.

Blaze Bayley e Paul Dianno: Juntos em música contra opressão no Oriente Médio.



banda de metal libanês Zix anunciou um elenco de estrelas para a faixa "Metal Strike", que aparecerá no seu disco de estréia. A música em si é um protesto contra a opressão dos metalheads em todo o Oriente Médio. Participações especiais incluem: Tony Martin (ex-Black Sabbath), Blaze Bayley (Ex-Iron Maiden), Paul Dianno (ex-Iron Maiden), Ronny Munroe (Metal Church), Ross The Boss (Ex-Manowar), David Shankle (DSG), Jack Starr , Rhino (Ex-Manowar) (que toca bateria em todo o álbum) e muitos mais.



BLAZE BAYLEY – Tenth Dimension Brazil Tour – 07/04/2002.

Garden Hall, Rio de Janeiro, 06/04/02

Dando continuidade à turnê sul-americana, a banda BLAZE veio ao Rio pela primeira vez. Apesar do pouco público (o evento foi marcado com 10 dias de antecedência), a casa abriu as portas às 21 horas. Às 22 horas os paulistas do Vers' Over subiram ao palco com seu prog metal e uma hora depois era a vez do BLAZE entrar.

Abriram o show com “The Launch”, seguida de “Futureal”. É incrível ver como a performance de Bayley evoluiu! O vocalista agora preenche todo o palco, correndo, agitando e fazendo a galera cantar com ele. Os guitarristas John Slater e Steve Wray também não param quietos, batendo cabeça o tempo todo. O baixista Rob Naylor também tem uma presença muito boa, além de ter um som de baixo bastante denso.

O show foi tecnicamente excelente, com exceção da guitarra de Wray, que pifou em duas músicas. O batera Jeff Singer é outro destaque da banda pois foi extremamente preciso e coeso em suas partes.
Blaze agitava a platéia sem parar, subindo inclusive na grade que separa o palco do público. Cantou apertando a mão de todos e quase foi tragado pelos fãs! Blaze se desequilibrou e por pouco não faz um stage dive involuntário!

Executaram ainda “Ghost in the Machine”, “Evolution”, “Identity”, “Stare at the Sun”, “Silicon Messiah”, “The Brave”, além das faixas do Iron Maiden: “Como Estas Amigo”, “Virus” e “When Two Worlds Collide”. Então Bayley anuncia “Tough As Steel” do Wolfsbane (sua banda pré-Maiden).
Em seguida, as músicas do novo álbum, “Tenth Dimension”: “Leap of Faith” e “Kill and Destroy” (um dos pontos altos do show). Após a despedida, voltam para o bis com “Man on the Edge” (do Maiden) e “Born as a Stranger”, do primeiro cd do BLAZE.

Um show para poucos privilegiados que deixará os que não foram arrependidos. Não perca o BLAZE na sua próxima turnê no Brasil, o show agradou a todos os presentes e com certeza irá agradar a você também.


Dokas Hall, Recife, 18/04/02

É raro presenciarmos em Recife espetáculos dignos de artistas de primeiro escalão mundial. Não que Blaze não o seja. Sua banda, apesar de nova, tem a experiência e a competência de um grupo que está há anos na estrada. O que se assistiu foi um Blaze totalmente diferente dos tempos do Iron Maiden, com uma excelente movimentação de palco e uma interação perfeita com o pequeno público que compareceu ao Dokas. Blaze estava em noite inspirada, e contente com a recepção do público a sua carreira solo.

Paul D´ianno, nas últimas duas apresentações em Recife, em 97 e 2000, teve que ouvir a cada intervalo de uma música para outra o coro que vai carregar por toda vida: “Maiden, Maiden,Maiden”. O que se ouviu no show da banda Blaze foi um público que correspondia a tudo que o vocalista pedia, e que ao final de cada música gritava seu nome em uníssono.

O set foi baseado em seu primeiro cd, “Silicon Messiah” , o único lançado no país. Foi uma decisão acertada, pois muitos não conhecem ainda o seu novo cd, Tenth Dimension. Cantou praticamente todas as faixas do primeiro CD. A abertura ficou por conta de The Launch, seguida por Futureal, que deixou o público na mão. Seguiram-se Ghost of the Machine, Evolution e Identity. Apresentou então uma música de sua antiga banda, antes do Iron Maiden, o Wolfsbane: Tough of Steel. Em seguida, Stare at the Sun e mais uma do Iron Maiden, Como Estais Amigo, uma música que muitos julgam ser a pior coisa que a banda já lançou, mas que ao vivo, numa poderosa versão executada com precisão e originalidade, surpreendeu a muitos, inclusive a mim.

Chega a hora de sermos apresentados às novas faixas de Tenth Dimension. Tocam dois verdadeiros já clássicos, Leap of Faith e Kill and Destroy. Foi aí que começou a aparecer mais sua competente banda, uma aula de puro Heavy Metal, uma cozinha de fazer inveja e uma dupla de guitarras à altura dos grandes duetos de bandas como Iron Maiden e Judas Priest. Durante os solos, com competições entre um lado e outro da platéia, era nítida a satisfação de Blaze ao pedir e ser atendido.

Em seguida, mais uma do primeiro cd, a própria Silicon Messiah, e uma do Iron Maiden que muitos não esperavam, Virus, que apesar da introdução bem grande, no estilo das músicas do The X Factor, funcionou muito bem ao vivo. Tocaram ainda The Brave e novamente outra do Maiden, When Two Worlds Collide. Foi muito emocionante ouvir o coro de toda a platéia, típica de shows do Iron Maiden. Finaliza o show com a nova Tenth Dimension.

Aos gritos de “BLAZE,BLAZE,BLAZE” a banda retorna ao palco para destruir de vez o que restava de fôlego. Ninguém ficou parado aos primeiros acordes Man On The Edge, com Blaze subindo nas caixas de retorno, com tal empolgação que por pouco não leva um tombo. Finaliza o set tocando o maior clássico de sua banda, Born as the Stranger, mais uma vez surpreendendo ao cantar em cima do PA. Um fecho de ouro para uma noite que ficará na lembrança de todos que presenciaram essa excelente apresentação.

Que lancem logo outro álbum e venham fazer novamente shows por aqui, pois eventos como esse dificilmente saem da lembrança.



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