segunda-feira, 13 de julho de 2015

Donwload: Blaze - São Paulo 2002

 
A banda de Blaze Bayley (até então denominada apenas “Blaze”), passou pela primeira vez pelo Brasil em 2002. Registros dos shows daquele período, em que a banda tinha apenas recém lançado por aqui o glorioso primeiro trabalho, intitulado “Silicon Messiah”, quase inexistem. Blaze veio ao Brasil não apenas divulgando o primeiro Cd, mas também tocou algumas faixas do novo disco, o “Tenth Dimension”.
 
Um dos raros bootlegs desses shows está aqui no BLAZE BAYLEY BRASIL, disponível para download, bastando clicar AQUI.
 


Para ler (ou reler) as resenhas dos shows, clique AQUI e AQUI.
 


Novo Cd sendo composto

Recentemente Blaze Bayley postou em seu facebook uma imagem enigmática, sugerindo seu oitavo disco na carreira solo:


Posteriormente ele revelou que o próximo álbum vai ter pelo menos uma canção acústica escrita com Thomas Zwijsen. o resto das canções será "full metal" com membros da banda Absolva, do Reino Unido.

Blaze, em casa, compondo com membros da Absolva.

Thomas já participou de dois cds de Blaze, "King of Metal" e "Russian Holiday".

Abaixo alguns vídeos da banda Absolva:




Absolva : 'Code Red'



Absolva "In Some Wild Universe":



ABSOLVA "Live For The Fight":




segunda-feira, 6 de julho de 2015

"Divide & Unite": novo album de Thomas Zwijsen

Thomas Zwijsen irá lançar seu novo album com trabalhos originais 3 de Outubro de 2015. 

O cd se encontra em pré-venda em seu site: www.ThomasZwijsen.com

Tracklisting:

1 Divide
2 Fireflies
3 Tango on the Edge Of The World
4 Low Tide Lands
5 Doom
6 Samba Do Holandês
7 Ramses The Great
8 Skyway
9 Catalunya
10 Siren On The Rocks
11 Unite


Abaixo o video oficial de “Fireflies”:



Quem adquirir o cd na pré-venda irá receber alguns extras:

- Uma cópia assinada do cd "Divide & Unite"
- O nome nos agradecimentos no encarte
- Uma cópia digital via download no dia do lançamento.
- E um EP bônus contendo quatro músicas (canções de Metal) arranjadas para o violão clássico:

Track listing Bonus EP:

1 Speed Of Light - Iron Maiden
2 Ram it Down – Judas Priest
3 Rock and Roll All Night - KISS
4 ?

Quem adquirir o disco na pré-venda irá decidir qual será a quarta faixa!!
Quando comprar o cd, irá votar na faixa que será gravada. A faixa mais votada irá fazer parte do EP

Os músicos que acompanham Thomas no cd são:

Anne Bakker - Violino
Rosie Taekema - Cello
Ingrid Pontes - Vocais/Chorais
Nathanael Taekema - Bateria e co-compositor
Ben Woods - Flamenco guitar
Raoul Soentken - Percussão.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Wolfsbane: Live at Ritz 89 [bootleg]

Mais uma vez a Blaze Bayley traz para os fãs do Messiah um bootleg. Na verdade é nossa segunda postagem, sendo a primeira o bootleg Blazing Away (2000), postado em 2013.

Desta vez trazemos um bootleg do Wolfsbane, do ano de 1989, gravado no The Ritz Theater. A gravação é boa e a banda transborda energia.


Track List:

1. Money to Burn
2. Shakin' / I Like It Hot
3. Man Hunt
4. Greasy
5. Pretty Baby
6. Crowd
(clique aqui para ir ao link de download) 

sábado, 20 de junho de 2015

O acidente de Blaze.


Blaze tem uma grande paixão por motos, e na época que foi convocado a ser vocal do Iron Maiden sofreu um grave acidente de moto, em 1994, e foi realmente grave. 


Por conta disso, e sua internação, houve um atraso no lançamento do The X-Factor (1995). 


As graves fraturas afetaram e reduziram muito a sua mobilidade. Durante este tempo, teve que tomar muitos medicamento, o que também ocasionou o seu aumento de peso.


 


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Por onde andam...? – Parte 1


Por: Val Oliveira

Blaze, ao longo de sua carreira solo, teve vários membros em sua banda. Alguns foram relevantes, gravaram, excursionaram e deixaram sua marcar na sonoridade das músicas, enquanto outros apenas gravaram alguma coisa, ou apenas fizeram shows e não duraram. 


Abaixo falaremos sobre os membros que foram mais relevantes da formação dos primeiros CDs da fase da banda BLAZE (2000-2005).

A formação que gravou os clássicos “Silicon Messiah” (2000), “Tenth Dimension” (2002), “As Live As It Gets” (2003) era formada pelos guitarristas Steve Wray e John Slater, o baixista Rob Naylor, e o baterista Jeff Singer, que sai após a gravação do ao vivo, não finalizando a tour do Tenth Dimension,  e sendo substituído por Phil Greenhouse
 
Em março de 2003 o baixista Rob Naylor saiu da banda, sendo substituído por Wayne Banks. Em junho, o baterista Phil Greenhouse interrompe suas atividades com a banda, então entra Jason Bowld que grava o “Blood and Belief” (2004). Durante a tour os dois guitarristas originais abandonam a banda e montam a RISE TO ADDICTION.


Posteriormente se junta à banda o baixista Rob Naylor. Completava a formação original o vocalista Harry Armstrong e o baterista Ben Calvert. O primeiro trabalho teve produçao do renomado Andy Sneap. Rob Naylor abandona a banda. A formação que cai na tour é, alem dos guitarristas, Leigh Oates (vocal), o baixista Joel Graham e o baterista Aynsley Dickinson. John Slater abandona a banda em 2009 e não lançou nada relevante nos últimos anos. Rob Naylor abandonou o mundo da música e agora é piloto de vôos comerciais. Steve Wray permaneceu na banda até ela ter encerrado as atividades.






A discografia da Rise to Addiction contem os seguintes álbuns: “Rise to Addiction”, um EP lançado pela Madman Records (2004); “A New Shade of Black for the Soul”, pela Mausoleum Records (2007); e “Some Other Truth” Mausoleum Records (2009).










Posteriormente, Steve Wray se juntou a outros ex-Blaze e formou o SOLDIERFIELD


Na formação temos Wayne Banks, que substituiu Naylor no final da tour do cd “Tenth Dimension”, e o baterista Jeff Singer. Singer, após sair da banda após a gravação do “As Live As It Gets”, passou pela City of God, onde gravou em 2005 o cd “A New Spiritual Mountain”. Sua contribuição mais relevante foi durante sua estadia no Paradise Lost, de 2004 a 2008, onde gravou os álbuns de 2005 “Paradise Lost”, “In Requiem” (2007) e o ao vivo “The Anatomy of Melancholy” (2008). Numa entrevista, ele falou que já tinha tentado tocar na banda anterioremente, ate tendo feito um teste, mas foi preterido. Numa piada, fez alusão à recusa pela cor da bateria que usava na época: rosa! Em 2012 se juntou à Soldierfield, onde permanece até então. Wayne Banks pouco é lembrado pois gravou, junto com Jason Bowld,o “Blood and Belief”. Banks já foi baixista do legendário Sabbat, tendo gravado em 1991 o álbum “Mourning Has Broken”. Entre as bandas por onde passou podemos citar Godsend, Brazen Abbot, Robin Gibb e Holy Mother. 

Além do Soldiefield, é membro também do Messiah's Kiss e do Repression (ambas junto com seu irmão Jason Banks, que tocou ao vivo com Blaze). Já Jason Bowld que registrou a bateria do “Blood and Belief” é baterista do Pitchshifter.


A discografia do Soldierfield contem os seguintes álbuns: "Bury The Ones We Love" (2012) e "Catharsis" (2014), ambos pela Metalbox Recordings.


A formação atual é:Leigh Oates - Vocals, Andy Trott - Guitars, Steve Wray - Guitar, Mark Hampson - Bass, Jeff Singer - Drums.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Músicas do Virtual XI entraram no Brave New World

Em entrevista conduzida por Kevin Lomax, do site MaidenFans.com, o guitarrista Adrian Smith, do IRON MAIDEN, afirmou que quatro faixas escritas por Steve Harris para o álbum "Virtual XI" foram reaproveitadas em "Brave New World":

MaidenFans: "Após 'Virtual XI', Steve disse que quatro canções foram deixadas para trás nas sessões de gravação deste álbum, para que fossem utilizadas no próximo. Quais são elas?"

Smith: "Sim, você está certo. 'Nomad' é uma delas. As outras são 'Dream of Mirrors' e 'The Mercenary', mas não consigo me lembrar da quarta".

Agora, veja uma declaração de Lomax acerca do caso:

"Conduzi esta entrevista no Sanctuary London Music após uma prévia audição do álbum 'Dance of Death'. A entrevista foi com Adrian Smith. Tive medo antes de fazer essa pergunta, porque talvez Steve Harris tivesse dito 'não diga nada'. De qualquer forma, perguntei e ele disse 'Nomad' (que eu fiquei surpreso), 'Dream of Mirrors' (sem tanta surpresa) e 'Mercenary' (a pior faixa de 'Brave New World' vinda do 'Virtual XI', e isso era óbvio!). Ele não conseguiu se lembrar da quarta. E eu então perguntei se não seria 'Blood Brothers', devido a similaridade com a melodia de 'Educated Fool'. Ele disse que não. Ele chegou a pensar por um momento, mas não se lembrou. Talvez não quisesse responder.

Além disso, tive um rápido chat com Blaze Bayley em Istambul, antes de sua performance no festival Rock The Nations Istanbul (em que ele fez um dueto com Paul DiAnno). E nesse chat ele disse que escreveu algumas letras para 'Dream of Mirrors', mas Steve não lhe deu qualquer crédito no álbum. Quando ele percebeu isso, sentiu-se um pouco frustrado".

Em entrevista ao The Metal Voice, Blaze Bayley falou sobre músicas do Iron Maiden em que trabalhou e não foi creditado. Algumas entraram no álbum Brave New World, lançado pela banda após sua saída e o retorno de Bruce Dickinson. “Em ‘Dream Of Mirrors’, colaborei nas melodias e letras. Fizemos uma demo para ‘Blood Brothers’, estive muito próximo de Steve Harris durante a composição. Também há outras duas que acabaram ficando de fora. Estava convencido de que haveria um terceiro álbum comigo”.

Imagine agora, que disco seria o terceiro album de Blaze no Maiden, com as faixas 'Nomad', 'Dream of Mirrors' e 'The Mercenary' junto com as que Blaze compôs para o Maiden, mas acabou usando no "Silicon Messiah": 'Ghost in the Machine', 'The Launch', Born as Stranger' e 'Stare at the Sun'!!



Fontes:  


Blaze Bayley: Participando de homenagem à Luiz Carlos Alborghetti

Blaze Bayley, se envolveu em um projeto inusitado. O cantor britânico gravou uma canção em homenagem ao polêmico jornalista e apresentador de TV e rádio, Luiz Carlos Alborghetti, que fez sucesso no Paraná e, em seguida, no Brasil com o programa “Cadeia”. A homenagem faz parte de um projeto que inclui uma revista em quadrinhos com objetivo de manter viva a memória do jornalista falecido em 2009.
A canção “Dal Is The Law” foi baseada no tema do programa “Cadeia Sem Censura” e servirá como trilha sonora do trabalho do roteirista Robson Grossmann, que contou com a autorização da esposa do Alborghetti.



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Entrevista com Blaze no Rock Mania


- ONDE VOCÊ BUSCA ENERGIA PARA TANTOS SHOWS, VIAGENS, ENTREVISTAS?
- Bem, esse é o meu trabalho, e eu tenho muita sorte por conseguir fazê-lo. Minha paixão é cantar Heavy Metal! Então meu trabalho é fazer o que eu gosto, eu tenho muita sorte. Não são muitas pessoas que podem fazer o que eu faço, então eu me sinto muito sortudo por poder cantar e estar em turnê. Não há muitos músicos profissionais fazendo heavy metal, então eu sou muito sortudo.

- VOLTANDO AOS TEMPOS DE IRON MAIDEN... FALE-NOS SOBRE O DISCO “THE X-FACTOR”, UM GRANDE ÁLBUM...
- Eu acho que o Brasil, a Finlândia, a Suécia e a Noruega, parecem ser os lugares que mais gostam desse álbum. Algumas pessoas não gostam do The X-Factor, e dizem que é o pior disco do Iron Maiden, enquanto outras pessoas acham ele o melhor disco do Iron Maiden. Então, eu não sei, mas eu botei meu coração, botei minha alma em tudo que fiz neste álbum, eu escrevi letras e canções, com Steve Harris, Janick Gers, Dave Murray e eu sinto que foi uma grande e importante fase de minha vida, a do disco The X-Factor. E quando eu canto essas músicas atualmente, minha voz está diferente. Sinto que 20 anos depois, minha voz está melhor. Então por isso eu gosto de cantar as músicas do The X-Factor e do Virtual-XI em meus shows, pois sinto que agora eu as canto melhor do que quando foram lançadas. Eu sinto que agora posso interpretar as histórias das canções de uma maneira muito melhor.

- E O SEU DISCO SEGUINTE COM O MAIDEN, “VIRTUAL ELEVEN”, NOS FALE SOBRE ELE...
- Tem muitas músicas boas nele. Quando gravamos Virtual Eleven, nós não havíamos feito muitos ensaios e algumas músicas são muito longas. Mas The Clansman é um clássico, Futureal também é um clássico. Eu faço minha própria versão de 2 Worlds Colide, que os fãs dizem curtir. Então em cada turnê eu toco minhas próprias músicas, e faço as minhas versões de músicas do Virutal XI e do X-Factor, e até agora as pessoas têm gostado.

- VOCÊ TEM CONTATO COM ALGUM MEMBRO DO IRON MAIDEN?
- Eu continuo em contato com Steve Harris ás vezes. E em meu último disco, King Of Metal, eu fiquei sem dinheiro e ele me deixou finalizar meu álbum em seu estúdio.

- SEU PRIMEIRO DISCO PÓS-IRON MAIDEN, O "SILICON MESSIAH", QUE CAUSOU UM IMPACTO BASTANTE POSITIVO ENTRE OS FÃS. NOS FALE SOBRE ELE...
- Eu fiz 5 músicas no Silicon Messiah que estavam prontas para serem trabalhadas junto com steve harris e dave murray, mas eu estava fora do Iron Maiden, então eu as fiz para mim mesmo... Born As A Stranger, The Launch e Stare At The Sun estavam sendo trabalhadas para o Iron Maiden. Mas, para mim é um grande álbum, que está comemorando 15 anos. Então resolvi lançar Silicon Messiah em vinil duplo, e também em cd de edição especial para comemorar meu primeiro álbum, porque eu percebo que algumas pessoas me conhecem apenas pelo Iron Maiden e não conhecem o Silicon Messiah. Então eu realmente quero dizer: "Olhem, é aqui que eu comecei depois do Iron Maiden!"


 - NOS FALE AGORA SOBRE SEU TRABALHO COM O WOLFSBANE, SUA BANDA ANTES DE ENTRAR PARA O IRON MAIDEN...
- Nós continuamos juntos, nós voltamos, nós lançamos um álbum chamado Wolfsbane Save The World, é realmente um bom disco, e você pode encontrá-lo no site wolfsbanehms.com. Nós faremos mais alguns shows. É uma loucura, é muita diversão, é difícil nos encontrarmos para fazer shows, porque todos estão fazendo coisas diferentes o tempo todo. Mas nós realmente curtimos quando podemos nos encontrar. Nós começamos do nada, e é isso. Nós éramos apenas quatro jovens, vivendo por conta própria, querendo tocar nossas músicas, e nós tínhamos muita ambição. Bandas iniciantes são todas iguais, a maioria é como a gente, quando iniciamos o Wolfsbane.


- O QUE VOCÊ GOSTA DE FAZER ALÉM DA MUSICA, QUAIS SÃO SEUS HOBBIES?
- Eu gosto de escrever, e muitos fãs me convidam para cantar como convidado em seus discos. Alguns deles me enviam as músicas, e me levam ao estúdio, e me pedem para fazer parte do álbum. Fui convidado especial da Doro Pesch, cantando com uma orquestra na “Classic Diamonds Tour”, cantando Fear Of The Dark, e foi muito bom! Então agora eu faço um monte de coisas diferentes, e a minha própria música, então é muito legal fazer um monte de coisas diferentes.

- NOS FALE AGORA SOBRE SEU ÚLTIMO ÁLBUM DE ESTÚDIO, O "THE KING OF METAL"...
- Bem, são ótimas letras. Eu fiz uma longa turnê do King Of Metal. E são musicas realmente importantes. Eu fui numa direção diferente, não é tão Heavy Metal, é mais Hard Rock, pois naquele momento eu realmente precisava fazer alguma coisa diferente, e tenho muita sorte pelos fãs terem me apoiado e muitos deles realmente gostaram.

- BLAZE, COMO FOI O SHOW AO LADO DE UDO DIRKSCHNEIDER, RIPPER OWENS E MICHAEL VESCERA, NO PROJETO METAL SINGERS?
 - Foi muita diversão, muita diversão... Apenas loucuras, sem estresse, sem pressão, e estar no palco juntos foi realmente muito divertido. E devemos fazer isso novamente, porque foi realmente muito legal, com ótimo retorno do público. Depois do show a gente tomou alguns drinques, nos divertimos, foi algo fora do comum.

- O QUE VOCÊ MAIS GOSTA AQUI NO BRASIL?
- Bem, eu gosto da cerveja gelada, gosto do churrasco. Em muitos lugares que eu vou no Brasil, a comida é simples, mas as pessoas prezam bastante pela qualidade, então isso é muito bom! Eu gosto de arroz, de feijão, frango a passarinho, bolinhos de bacalhau, coxinha de frango... Tudo isso são coisas daqui que eu gosto. Eu gosto de vir aqui, mas o problema é que o Brasil é muito grande! Às vezes temos de viajar e ficar por 15 horas numa van para ir até o próximo show. O Brasil é muito grande! Então, se o Brasil fosse menor seria formidável!
 
- O QUE VOCÊ NÃO GOSTA NO MEIO MUSICAL?
Bem, eu sou independente, eu não tenho um contrato de gravação. As pessoas que me dão suporte são meus fãs. Eu tenho minha própria gravadora, junto com minha esposa. Ela cuida dos negócios e eu me preocupo em cantar, escrever e gravar. E a única razão de eu poder vir ao Brasil é pq meus fãs aqui compram os ingressos para os shows e compram meus CDs. É isto! Não tem empresários. É apenas eu e os fãs! Por muitos anos eu fazia parte de uma gravadora, e eles me tratavam mal, me tratavam como um tolo, como um estúpido, e eles queriam me dizer o que eu devia fazer. E agora eu sou completamente independente, totalmente livre, e eu faço a música que eu quero. E agora eu faço mais shows, em um monte de lugares menores. Então eu posso conhecer meus fãs, bater fotos com eles. É muito melhor para mim!


- QUAIS SEUS PRÓXIMOS PASSOS, PLANOS PARA O FUTURO, NOVO DISCO?
- Eu agora estou escrevendo letras para o novo álbum, para 2016. E eu tenho algumas idéias de músicas, e deverá ser como o Silicon Messiah e Tenth Dimension, mas com um novo conceito. Então eu estou trabalhando em uma história, estou falando com diferentes músicos, e o álbum deve ser lançado em março de 2016, com um bom vídeo clipe. E até agora está muito bem. Então ele segue a linha do Tenth Dimension. Eu quero fazer um álbum conceitual interessante, sobre ir ao espaço, descobrir novos planetas e sobre a conexão psico-telepática entre seres humanos, que eu acredito que exista. É sobre isso que será o novo álbum. E após esses shows no Brasil eu irei para os Estados Unidos, e após os shows nos EUA eu irei tirar um tempo para começar a escrever. Então terei uma tour europeia, e somente depois dela poderei me dedicar em tempo integral ao novo disco. Até agora eu acho que está tudo bem, e eu espero que meus fãs gostem.


- BLAZE BAYLEY, MUITO OBRIGADO PELA ENTREVISTA E SEJA SEMPRE BEM-VINDO AO ROCK MANIA!
- Muito, muito obrigado ao Rock Mania!!




Entrevista com Blaze Bayley realizada em 12/02/15 para o site RockMania. Fotos: Maele Finger

sábado, 23 de maio de 2015

Entrevista com Thomas Zwijsen




- OLÁ, THOMAS! COMO VAI VOCÊ? SEJA BEM-VINDO AO ROCK MANIA!
- Olá, tudo bom, e você? Muito obrigado, eu estou muito bem e animado para esta entrevista.
  
- VOCÊ RECENTEMENTE ESTEVE EM TURNÊ COM BLAZE BAYLEY, QUE TAMBÉM PASSOU PELO BRASIL. COMO FOI ESSA TURNÊ?
 - Foi realmente muito legal, foi a terceira vez que eu realizei uma turnê no Brasil. A receptividade do público é sempre muito boa no Brasil. É realmente o melhor país no mundo para se apresentar ao vivo. Eu fiz um vídeo legal da turnê, e está no youtube, quem quiser ter uma ideia de como foi a turnê pode assisti-lo, eu dei o nome de “Ride 666”, em alusão ao “Flight 666” do Iron Maiden. Mas nós infelizmente viajamos de van e não em um boeing. Então, eu fiz um pequeno documentário dessa turnê, que foi muito legal, e serviu para eu apresentar meu novo cd ao público brasileiro.
Entrevista com Thomas Zwijsen

- VOCÊ TRABALHOU COM BLAZE BAYLEY NO DISCO "THE KING OF METAL". COMO FOI ESSA EXPERIÊNCIA?
 - Bom, foi uma experiência muito legal, é claro! Eu conheci Blaze alguns meses antes de gravar o “The King Of Metal”, quando eu estava gravando meu primeiro álbum “Nylon Maiden”, e eu pedi para Blaze ser o convidado no álbum para gravar The Clansman. Então eu o convidei para vir ao meu estúdio na Holanda, que é onde eu moro. A esposa dele é belga, então fica bem perto de minha casa. Então quando ele estava visitando sua família veio até meu estúdio, e nós nos demos muito bem, gravamos Clansman e ele gostou muito. Alguns dias depois eu estava comemorando a noite de ano novo, então é claro, eu estava bebendo e festando, então Blaze me ligou e disse: “Eu realmente gostei de estar no estúdio com você. Você pode vir à Inglaterra, para trabalhar no ´King Of Metal`?” Então, é claro que eu fiquei muito feliz e viajei para a Inglaterra e nós compusemos o álbum em sua casa em Birmingham. Então nós viajamos para a Itália e gravamos a maioria das músicas, e depois nós viajamos para a Holanda e gravamos mais algumas músicas...

E o mais legal de tudo foi que ao final da gravação do álbum, nós não tínhamos mais dinheiro para finalizá-lo. Então nós ligamos para Steve Harris, e ele disse: “É claro que vocês podem usar meu estúdio”. Então nós fomos até a casa de Steve Harris na Inglaterra, e usamos seu estúdio para terminar a mixagem do álbum, com Tony Newton, que também trabalha como engenheiro de som do Iron Maiden. Então nós finalizamos o álbum na casa de Steve Harris, o que para mim era como um lugar de peregrinação, e foi muito legal ter feito isso lá.




- QUANDO VOCÊ COMEÇOU A TOCAR AS MÚSICAS DO IRON MAIDEN NO VIOLÃO?
 - Quando eu estava na faculdade eu estudei violão clássico. Mas eu estava um pouco entediado com o repertório das aulas, porque elas têm muitas músicas antigas, que servem para melhorar a técnica, mas não são muito legais para se ouvir, na minha opinião. Eu era um grande fã de Iron Maiden, que se tornou minha banda preferida desde o momento em que a conheci. Então um dia, quando eu estava em uma loja testando um violão com cordas de nylon. Eu toquei a intro de Wasted Years, então eu pensei que poderia fazer uns arranjos nas bases e tocar músicas inteiras com apenas um violão. E deu certo, eu botei um vídeo no youtube, e ele teve muitos views, e eu nunca tinha publicado nada no youtube antes, e foi muito legal o feedback que eu tive dos fãs do Iron Maiden. E é uma coisa nova, ninguém fez isso antes. E isso acabou trazendo os jovens para os concertos, que geralmente atraem somente as pessoas mais velhas. E hoje em dia estou com mais de seis milhões de views no youtube, então eu creio que foi uma boa escolha.


- VOCÊ JÁ TRABALHOU COM ALGUM OUTRO MEMMBRO OU EX-MEMBRO DO IRON MAIDEN?
- Eu iria recentemente para São Paulo tocar com Bruce Dickinson no LAMEC (Latin America Meeting & Events Conference), eu havia sido convidado para abrir o show de Bruce, no mesmo palco, então eu estava muito empolgado por voltar ao Brasil para fazer isso... Mas, dois dias antes do evento, os organizadores me ligaram e falaram que Bruce infelizmente estava no Hospital, e sua apresentação havia sido cancelada. E agora nós sabemos que é por que Bruce está lutando contra um câncer, e as notícias são boas, de que ele está se recuperando muito bem, e eu tenho certeza de que ele ficará ótimo. Mas é claro, eu fiquei muito triste, pois poderia me encontrar com meu herói, e tocar para ele. Mas então, eu nunca toquei com outros membros do Iron Maiden, apenas com membros do Europe, Dream Theater, Ayreon e outras bandas mais.

 

- QUANTOS DISCOS VOCÊ JÁ GRAVOU? NOS FALE SOBRE ELES...
 - Ok, deixe-me pensar... Eu vou falar cronologicamente para ficar mais fácil. O primeiro foi Nylon Maiden, um disco somente com músicas do Iron Maiden, em que eu fiz os arranjos para o violão clássico. Eu tive alguns músicos convidados nesse álbum, como Blaze Bayley e Tony Newton, baixista do Voodoo Six. Então, esse disco tem grandes hits do Iron Maiden, músicas como The Trooper, Aces High e Wasted Years. Depois eu lancei um livro de tablaturas, com um EP bônus, chamado Fear Of The Opera, em que mesclei os nomes das músicas Fear Of The Dark e Phantom Of The Opera para o título. São apenas 4 músicas.

Depois lancei um vinil com duas músicas: The Evil That Men Do e Run To The Hills. Isso tudo porque eu queria ter um vinil, pois acho muito legal. E depois disso eu lancei Nylonized, que não tem apenas músicas do Iron Maiden, mas também músicas do Dream Theater, Rainbow, Deep Purple e Alice Cooper, bandas que eu realmente gosto. Então eu convidei vários músicos, como Derek Sherinian, que já tocou teclado para o Dream Theater, Billy Idol, Alice Cooper e Kiss. Ele é um dos meus ídolos na música, seu trabalho solo é muito legal, é um músico bastante progressivo. Ele tocou piano no meu disco. Chamei também Kee Marcello, da lendária banda Europe, que muita gente conhece apenas a música The Final Countdown. Ele gravou a guitarra solo no final do álbum. E tem o vocalista Damian Wilson, da banda de metal progressivo Threshold. Ele também cantou no projeto de metal opera Ayreon, juntamente com Bruce Dickinson. Ayreon é um projeto de metal opera de Arjen Lucassen. Também canta no álbum David Readman, vocalista do Pink Cream 69, uma banda alemã de hard rock. Também contou com Ben Woods, um violonista flamenco de Los Angeles, que eu irei sair em turnê novamente este ano.

Então este é um disco com diferentes estilos musicais, de diferentes bandas e também com minhas próprias músicas. A música mais legal é Perfect Storm, uma flamenco metal opera de nove minutos, com todos os convidados nessa canção. E depois disso tudo eu lancei, recentemente, Nylon Maiden II, novamente com músicas do Iron Maiden e algumas músicas próprias. As músicas do Iron Maiden que escolhi não são grandes hits, mas são as que eu mais gosto, como Journeyman, Alexander The Great, These Colours Don’t Run, Different World, Revelations, que são minhas favoritas. E entre todos esses trabalhos eu também gravei The King Of Metal com Blaze, e mais o EP acústico Russian Holiday, que tem uma música inédita, a própria Russian Holiday.

E tem a Sign Of The Cross, a Stealing Time e outras músicas já gravadas por Blaze. Nós fizemos arranjos com violino, com a holandesa Anne Bakker, que também fez uma turnê com a gente pelo Brasil, e os brasileiros gostaram muito dela.


 
- QUANDO VOCÊ COMEÇOU A TOCAR? ESTUDOU BASTANTE?
 - Meu pais me botaram numa escola de música quando eu tinha 9 ou 10 anos de idade. E eu realmente não gostava muito daquilo. Mas quando eu comecei o colegial eu tocava Iron Maiden no violão, e eu tinha um professor legal, que me mostrou algumas músicas flamencas, latinas e também brasileiras, como Tom Jobim, Benito Di Paula e Villa Lobos. Então eu realmente comecei a gostar de violão clássico, e passei a tocar bastante. Também comecei a tocar guitarra em uma banda de heavy metal. Então eu comecei a estudar bastante quando eu tinha uns 16 anos de idade. Antes eu tocava, mas não gostava muito. E meu pai fazia, ele mesmo, violões clássicos, então eu podia escolher entre vários violões em minha casa, e sempre tive violões bons para tocar, e isso é importante na minha opinião.


- VOCÊ NASCEU NA BÉLGICA E VIVE NA HOLANDA. POR QUE ESSA MUDANÇA DE PAÍS?
 - Não é bem uma mudança de país, pois é como se fosse um país apenas, Bélgica e Holanda. E eu vivo bem perto da fronteira. Todos os dias eu atravesso a fronteira. Quando eu vou tomar uns drinques, atravesso a fronteira, quando volto para casa, atravesso novamente. Eu nasci na Bélgica e vivo na Holanda, mas eu sinto como se fosse apenas um país. 

- QUAIS SÃO SUAS MAIORES INSPIRAÇÕES MUSICAIS?
 - Eu tenho várias, mas nesse momento, a maior de todas é Vicente Amigo, um violonista espanhol, que toca música flamenco, mas não a tradicional. Ele toca a música flamenco misturada com jazz, com música latina e irlandesa. Ele utiliza em suas músicas instrumentos como violino e flauta. Ele tem um disco muito legal chamado Tierra, seu mais recente álbum. É tão bom que eu escuto todos os dias, e nunca me canso. Além disso, eu gosto de algumas bandas de heavy metal, como, é claro, Iron Maiden. E também gosto muito do trabalho solo de Bruce Dickinson, de Dream Theater, Helloween, Edguy, Avantasia... E Deep Purple, é claro, que é uma de minhas bandas preferidas. Steve Morse é um dos melhores guitarristas que eu já vi tocar.
  

- COMO VOCÊ VÊ A CENA DO ROCK ATUALMENTE, AO REDOR DO MUNDO?
 - Ao redor do mundo eu vejo muitas diferenças, como entre a Europa e o Brasil. No Brasil o Iron Maiden continua sendo mainstream. Você pode ouvir Iron Maiden no rádio. Ou quando você sai na noite e vai a um clube, como o Manifesto, em São Paulo. No Rio de Janeiro você pode ir ao Teatro Odisseia, em Pomerode tem um clube muito legal, o Wox. São lugares que tocam rock e heavy metal. Na Europa os clubes tocam músicas de merda como Kanye West e Rihanna, essas porcarias. O legal na Europa é que temos clubes no underground, eles não são muito famosos, e são locais menores, mas os fãs acham muito legal. Os lugares que mais gosto de tocar na Europa são Alemanha, República Tcheca e Bulgária. E é claro, como eu toco violão clássico, posso tocar em lugares como teatros ou bares de jazz, ou seja, tenho mais opções do que apenas os clubes de rock.

 - NOS FALE SOBRE MOMENTOS INESQUECÍVEIS EM SUA CARREIRA...
 - Tem alguns shows, especialmente no Brasil, que são inesquecíveis para mim. Minha primeira turnê aí foi muito legal, eu nunca tinha visto fãs tão loucos antes. Em Vitória, onde foi um dos meus primeiros shows no Brasil, os fãs vinham ao hotel me trazer presentes, pedindo autógrafos. Em Santo Ângelo toquei um show acústico para mais de mil pessoas, o que na Europa provavelmente não seria possível. E tive muitos outros shows inesquecíveis, como o de lançamento de meu álbum em Dubai, nos Emirados Árabes, que é um lugar bastante surreal. E é claro, é inesquecível para mim ter tocado com todos esses músicos fantásticos que sempre fui fã, como Derek Sherinian, Blaze Bayley, Kee Marcello... Isso com certeza é inesquecível! Também foi inesquecível ser convidado pela Ortega Guitars, uma marca alemã, para ir a sua fábrica testar seus violões e guitarras e escolher o que eu mais gostasse. E eles me pegaram como endorser, então posso utilizar seus violões, e levá-los comigo ao redor do mundo, e conhecer pessoas fantásticas. Tudo isso é inesquecível!


- O QUE VOCÊ MAIS GOSTA NO BRASIL? SUA NAMORADA VIVE AQUI...
- Sim, sim... Eu acho que todos sabem que as garotas brasileiras são muito bonitas. E essa também é uma diferença entre a Europa e o Brasil. No Brasil, muitas garotas bonitas vão aos shows de metal. Na Europa, não vão muitas, e as que vão, não fazem o meu tipo, com todo respeito. Mas então, além disso, a comida no Brasil é maravilhosa, eu gosto muito de frutas. Eu gosto de tudo no Brasil, mas, exceto, eu odeio as estradas, elas são terríveis, muito perigosas.

- E VOCÊ VÊ SUA NAMORADA COM QUE FREQÜÊNCIA?
- Eu estive no Brasil em novembro, dezembro e janeiro. Agora eu estou na Europa, e eu acho que ela virá pra cá muito em breve. E eu vou voltar ao Brasil no final de maio. E vou fazer algumas apresentações aí novamente, e também algumas clínicas de violão.
  
- O QUE VOCÊ NÃO GOSTA NO MEIO MUSICAL?
 - Eu não gosto do fato de muitas pessoas acharem que a música e tudo tem ser de graça. Eu não me importo que elas pensem assim, mas elas não podem reclamar quando um artista para de lançar discos. Porque fazer um álbum é muito caro, você tem de pagar o estúdio, o engenheiro de som, a prensagem do disco, você tem de pagar licenças, você tem de pagar as plataformas digitais, como o iTunes, etc. Então algumas pessoas pensam que eu sou um mercenário quando eu cobro pela minha música, ou quando eu lanço livros de tablatura de minhas músicas. Algumas pessoas adoram, e compram os livros, e me enviam e-mails muito bacanas me agradecendo, e ficam realmente muito felizes.

Mas algumas pessoas comentam em meus vídeos no youtube: “Ei, você é um mercenário tentando ganhar dinheiro com essa música”. Bem, em minha opinião, você não vai a um supermercado e pede por comida de graça. Quando as pessoas realizam um trabalho, você geralmente paga por esse trabalho. Então, eu penso que com a música é a mesma coisa, pois você tem de trabalhar duro. Eu trabalho dia e noite nisso, praticando, gravando, marcando meus shows, dirigindo até os concertos, preparando vídeos para meu canal no youtube. É um trabalho muito difícil, e algumas pessoas pensam que isso tem de ser de graça. Eu acho que elas estão erradas, e por causa dessas pessoas alguns artistas deixam de gravar álbuns, porque eles não têm dinheiro para fazer isso. Até mesmo Blaze Bayley trabalhou em uma fábrica alguns anos atrás, porque ele não tinha mais dinheiro, pois as pessoas não pagam mais por música. É uma vergonha!


- QUAIS SEUS PRÓXIMOS PASSOS?
- Atualmente eu estou trabalhando em minha escola de violão online, que começou a cerca de um mês atrás. É a “King Of The Strings”, no site kingofthestrings.com. E eu estou fazendo um livro que ensina como tocar no meu estilo, tocar Rock em um violão. Então eu ensino as pessoas a tocar violão sem precisarem praticar aqueles tediosos exercícios de quinhentos anos atrás. E eu também estou trabalhando em um álbum de canções próprias, apenas músicas de minha autoria. E eu estou trabalhando na Master Guitar Tour, uma turnê que começou ano passado, juntamente com Ben Woods, um violonista flamenco de Los Angeles. Ele tem o projeto “Flametal”, que mistura música flamenca e Metal, onde ele toca músicas do Ozzy, do Megadeth, do Yngwie Malmsteen, no violão flamenco. E eu é claro, toco Iron Maiden, Dream Theater e Alice Cooper também no violão flamenco. E nós dois tocando juntos é um show acústico de Metal muito louco. Bem, são nessas coisas que eu estou trabalhando atualmente.

- THOMAS ZWIJSEN, MUITO OBRIGADO PELA ENTREVISTA E O ROCK MANIA FICA SEMPRE A SUA DISPOSIÇÃO!
- Ok, muito obrigado por esta entrevista, pelo tempo dado a mim e por todos os ouvintes do Rock Mania. Espero ver vocês novamente em breve no Brasil, muito em breve.


Originalmente Publicada no site Rock-Mania. 

Fotos: Maele Finger
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