domingo, 1 de maio de 2016

Review: Blaze Bayley – Infinite Entanglement [2016]


por Ulisses Macedo
Quem acompanha a carreira do britânico Bayley Alexander Cooke, o ex-Iron Maiden mais conhecido pela alcunha Blaze Bayley, sabe que, em sua carreira solo, ele tende a escrever letras de cunho pessoal. Somente Silicon Messiah (2000) e Tenth Dimension (2002), os dois primeiros discos de sua empreitada, versam sobre ficção científica. Pois bem: em seu oitavo disco de estúdio, lançado quatro anos após The King of Metal, o careca resolveu voltar às origens futurísticas, compondo um disco conceitual que, segundo ele, é o primeiro de uma trilogia.
O álbum conta a história de William Black, um cara que, dentre 7000 selecionados, foi o escolhido para a “maior e mais longa missão espacial da história da humanidade”. No decorrer da jornada, William passa a se questionar se é mesmo um ser humano ou se é uma máquina; para isso, além das letras, o disco conta com breves inserções narrativas nas composições. A faixa-título abre o disco com empolgação, seguindo mais ou menos no estilo de registros como The Man Who Would Not Die (2008) e Promise and Terror (2010), com peso cadenciado, só que com guitarra à moda do metal tradicional. O refrão traz umgroove que funciona muito bem. “A Thousand Years”, apresentada por uma breve introdução de bateria, mantém o pique e tem uma pegada maideniana, bastante animada. “Human” é a faixa de trabalho de Infinite Entanglement; a letra engloba a temática do disco de forma eficiente e traz bons solos de guitarra, além de uma bateria feroz e presença mais notável do baixo.
A próxima faixa merece ser introduzida por um parágrafo à parte, tamanha é a surpresa que sua chegada causa no ouvinte. Acústica, “What Will Come” traz Thomas Zwijsen (violão – lembram dele?) e Anne Bakker (violino) como convidados. Carregada de emoção, ela começa de forma mais contida e acelera um pouco na segunda metade, mantendo uma aura meio flamenca. É a composição mais interessante do CD e uma das melhores da carreira de Blaze. “Stars Are Burning” e “Solar Wind” trazem o peso de volta à linha de frente; gosto principalmente do refrão desta última. “The Dreams of William Black” não passa de um interlúdio atmosférico, contando com o teclado da convidada Emily Pembridge, mas sua premissa é interessante: William está sonhando e começa a ouvir vozes que perguntam onde ele está (‘Where are you?‘). Essas vozes são gravações enviadas por alguns fãs que ganharam esta oportunidade, tanto em inglês como em outras línguas – dá pra ouvir um ‘onde estás?‘ aos 18 segundos!
Blaze Bayley
BLAZE BAYLEY
“Calling You Home” é uma boa faixa, mas sem surpresas além de um solo de guitarra um pouco mais elaborado, enquanto que “Dark Energy 256” tem aquele riff acelerado que lembra as clássicas “Man on the Edge” e “Futureal”, dos tempos de Iron Maiden. “Independence” engana ao começar lenta, com violão, mas logo deslancha em alguns dos momentos mais legais do álbum. A finaleira “A Work of Anger” é mais lenta, com uma pegada de hino que deve botar a galera para cantar a plenos pulmões nos shows. Os dedilhados remetem a “The Clansman”, mas ainda assim a faixa não chega ao nível dessa obra-prima de Virtual XI (1998). O curto epílogo “Shall We Begin” encerra o disco no tom certo para a segunda parte da trilogia.
A banda deste disco é composta dos músicos do grupo britânico Absolva, que Blaze utiliza em suas turnês européias: Chris Appleton (guitarra), Martin McNee (bateria, percussão) e Karl Schramm (baixo), sendo que Chris e Martin são conhecidos dos fãs que assistiram ao DVD Soundtracks of My Life – Live in Prague 2014. Isso mesmo: nada de guitarras gêmeas – uma decisão que me deixou cabreiro, afinal a presença de dois guitarristas era, até então, fundamental em seus discos. Apesar de conseguir mascarar bem a falta de outra guitarra no estúdio, ao vivo isso fica bem marcado, como se vê no próprio Live in Prague, por exemplo. A produção é um pouco melhor que a do antecessor The King of Metal(2012), mas teria sido muito melhor se Blaze trabalhasse com Andy Sneap, o produtor dos dois primeiros discos Sci-Fi de sua carreira. De qualquer forma, apesar de Infinite Entanglement ficar devendo para os discos mais representativos de Blaze, além de derrapar em vários quesitos, como na mixagem e na qualidade das composições, ele mostra um Blaze com ideias mais ambiciosas. Faltou só caprichar mais, o que talvez teria acontecido se Blaze ainda pudesse contar com as ajudas de uma gravadora, como na época do Silicon Messiah e Tenth Dimension. Espero que ele possa trabalhar melhor no restante da trilogia, pois criatividade ele ainda tem.

Publicado anteriormente no site Consultoria do Rock.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Di Anno e Blaze: ingressos para show em SP

THE ULTIMATE MUSIC – A Rádio & TV Corsário abriu, nesta quinta-feira, a venda de ingressos para o encontro histórico entre Paul Di´Anno e Blaze Bayley, ex-vocalistas do Iron Maiden, em São Paulo. O show está confirmado para o dia 12 de junho, na Tropical Butantã, mais nova opção para receber os principais shows nacionais e internacionais na capital paulista. Esta será a primeira vez que os dois artistas dividirão o mesmo palco no Brasil!
Paul Di´Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden, responsável pelas vozes nos dois primeiros álbuns da Donzela de Ferro, e Blaze Bayley, que se juntou ao grupo em 1994 justamente com a difícil missão de substituir Bruce Dickinson, estão de volta ao Brasil para uma tour que deve percorrer várias cidades entre os meses de junho e julho.
Os fãs interessados já podem em garantir presença neste grande evento, na bilheteria da Tropical Butantã, no site da Ticket Brasil (www.ticketbrasil.com.br) e pontos autorizados pela empresa em São Paulo (Galeria do Rock, Jardim Paulista, Moema, Itaquera, São Mateus e Vila Guilherme), Santo André, São Bernardo, São Caetano, Osasco, Guarulhos e Santos. Os bilhetes custam apenas R$ 50,00 (pista estudante – 1° lote) e R$ 120,00 (camarote promocional especial válido para duas pessoas). Mais informações no serviço abaixo.
Após anunciar sua aposentadoria em 2013 e mesmo com algumas limitações de locomoção, Paul Di´Anno não conseguiu ficar longe dos palcos e retorna ao país trazendo especialmente na bagagem a turnê que celebra os 35 anos de lançamento do álbum “Killers”. Desta vez, ele será acompanhado pela banda carioca Hatefulmurder, que também aproveitará a oportunidade para divulgar o novo álbum “No Peace”.
Paul Di’Anno é considerado um dos vocalistas mais queridos e carismáticos da história do Heavy Metal. Ele gravou os álbuns “Iron Maiden” e “Killers” e pertenceu à formação original do grupo registrando estes dois full-length que impulsionaram a carreira desta que é tida por muitos, como a maior banda de heavy metal da história.
Já o carismático Blaze Bayley volta ao país para promover o recém-lançado “Infinite Entanglement”, 8º registro de sua carreira solo. O sucessor do “The King Of Metal” (2012) é um disco conceitual, que segue a linha dos álbuns “Silicon Messiah” e “Tenth Dimension”. O setlist deve contar com as principais músicas de sua elogiada carreira, além de sucessos do período o qual esteve à frente do Iron Maiden.
Nascido na caótica Birmingham, Bayley faz parte da formação original do Wolfsbane e acabou deixando o grupo em 1994 para entrar no Iron Maiden. O artista gravou os álbuns “The X Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998).
Com espaço de 1000 m², a Tropical Butantã possuí confortável pista para 2.500 pessoas, camarotes extremamente cômodos, com vista privilegiada do palco, além de espaço privè para fumantes. Todo o sistema de som e luz foi alterado, e a infraestrutura agora conta com equipamentos de última geração. A acústica e o teto tiveram tratamento especial. Porém, a principal mudança está no tamanho do palco, que era de 12mx5m por 3,60m de altura e, hoje dispõe de 15x8m e pé direito de 5 m.

Serviço São Paulo Rádio Corsário orgulhosamente apresenta o encontro histórico: Paul Di’Anno e Blaze Bayley Special guest: Hatefulmuder
Data: 12 de junho de 2016
Local: Tropical Butantã
End: Av. Valdemar Ferreira, 93 – 200m da Estação Butantã da linha amarela do Metrô
Horário: 17h (open doors)
Capacidade: 2.500 pessoas
Censura: 16 anos (desacompanhados). Menores dessa idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
Duração: Aproximadamente 180 minutos
Abertura da Casa: 1h antes do espetáculo
Estacionamento: nas imediações da Tropical Butantã (sem convênio)
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/1540794202888289/
BILHETERIA – 1° LOTE
Pista meia: R$ 50,00
Pista promocional antecipado: R$ 60,00
Pista inteira: R$ 100,00
Camarote meia: R$ 80,00
Camarote promocional antecipado: R$ 90,00
Camarote inteira: R$ 160,00
Camarote promoção especial : R$ 120,00 (válido para duas pessoas)
Bilheterias do Tropical Butantã – SEM TAXA DE CONVENIENCIA
Av. Valdemar Ferreira, 93 – Butantã – São Paulo – SP
Horário: Segunda à sábado das 11h às 18h.
Formas de pagamento: Dinheiro
COMPRA PELA INTERNET – https://ticketbrasil.com.br/show/4077-blazebayley-pauldianno-saopaulo-sp/
(Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito Visa, MasterCard, American Express e Dinners Club)
*Ponto de venda sujeito a taxa de conveniência em São Paulo (Galeria do Rock, Jardim Paulista, Moema, Itaquera, São Mateus e Vila Guilherme), Santo André, São Bernardo, São Caetano, Osasco, Guarulhos e Santos.
Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei.

Da obscuridade para o Iron Maiden (e de volta a ela).




Por Paul Ellyot para o Teamrock.com

Em uma fria noite de Março, Blaze está em Cardiff para um show no Fuel Bar & Music Room. O lugar é como se fosse um santuário para o ex cantor do Iron Maiden. Logo na entrada, um enorme mural com o mascote Eddie. O bar é patrocinado pela cerveja Trooper. E em uma parede, uma foto de um visitante famoso do bar: Atrás do balcão, perto de um barril de Trooper, Bruce Dickinson, o cara que Bayley substituiu no Iron Maiden por cinco anos nos 90's.

A mais de 11.000km dali, na América do Sul, o Iron Maiden está no começo da The Book of Souls World Tour, com Dickinson servindo tanto como vocalista como piloto da banda no Boeing 747-400 "Ed Force One" totalmente customizado. Na Argentina, a banda tocou para um público de 50.000 pessoas em um estádio de futebol em Buenos Aires. Outros shows são em arenas de capacidade de 10.000 pessoas - do tipo que Bayley se lembra de tocar em seus tempos de banda.

Em Cardiff, 50 fãs pagaram £10 para ver Blaze Bayley. Na atual turnê, para divulgar seu novo álbum "Infinite Entanglement", há grandes shows por vir, em festivais na Europa e na América do Sul. Mas no Reino Unido, todos os shows são em pequenos clubes.



No Fuel, a maioria das atrações é composta de bandas tributo com nomes engraçados: Faith no More or Less, Quitesnake e a banda local Children of the Gravy (Black Sabbath). Mas há em comum com Blaze outros nomes bem conhecidos aparecendo por aqui, como a lenda do punk rock Richie Ramone e o ex vocalista do White Lion, Mike Tramp.

Para Bayley, agora com 52 anos de idade, as realidades nesse estágio de sua carreira são simplesmente determinadas. "Eu sou um artista do meio underground. Eu não estou em tanta evidência, mas ainda estou por ai."

O show que ele entrega no Fuel, seguido por uma banda agora composta por três músicos, inclui material de toda a sua carreira. Há canções que ele compôs no Iron Maiden, de sua carreira solo pós Iron Maiden e há uma daquela banda que o tornou famoso pela primeira vez...o Wolfsbane.

Há uma seriedade fatal na maneira que ele mostra o material de seu novo trabalho...um conceito de ficção científica que forma a primeira parte de uma trilogia. Mas o cara não perdeu o senso de humor que era sua marca registrada no Wolfsbane. Isso fica evidente quando ele apresenta a música "Kill and Destroy", do álbum de 2002, "Tenth Dimension". "Vamos lá!" ele diz: "Se há um lugar onde gostaríamos de matar e destruir numa noite de quarta feira...é em Cardiff!"


O que é também evidente, depois do show, é a atenção que Bayley tem pelas pessoas que vieram vê-lo. Ele passa a maior parte do tempo conversando com os fãs - a maioria deles usando camisas do Iron Maiden. Somente quando o último CD é autografado e a última selfie é tirada é que ele tem tempo de conversar com a Classic Rock.

"Eu devo minha vida a essas pessoas", ele diz. "E não há um dia sequer que não me sinta incrivelmente sortudo e privilegiado de ser um cantor profissional...cantar minhas próprias canções."

Então eu e Blaze damos uma volta no tempo. Era 1987 onde eu primeiro me encontrei com o Wolfsbane. O show foi no lendário Marquee Club, em Londres. O que eu vi naquela noite foi a melhor banda independente da Inglaterra. Quatro arruaceiros mal vestidos , vindos de Tamworth. Blaze era um covalista com um enorme carisma. Ele foi também um ótimo entrevistado. A primeira matéria que diz na Sounds sobre o Wolfsbane começava com uma nota bem engraçada sobre ele: "Eu me vejo como um clássico punheteiro".


Continua...


terça-feira, 12 de abril de 2016

Por onde andam...? – Parte 2


Por Val Oliveira.
Caso não tenha lido a parte 1, que compreende a fase desde "Silicon Messiah" até o "Blood and Belief", clique aqui!

Após a saída de alguns membros, Blaze passa por uma fase turbulenta em sua vida, com divorcio de sua esposa brasileira, alcoolismo e depressão. Isso de certa forma influenciou as composições do “Blood & Belief”, lançado em 2004. Um disco denso, sombrio mas com muita influência de sons mais modernos. O cd embora bom, não ficou no nível dos anteriores. Foi o último cd pela Spv/Steamhammer.



Com a perda da gravadora, tendo de carregar nas costas o papel de "vocalista rejeitado do Iron Maiden" pela maioria dos pseudo-fans da Donzela e de Metal, Blaze desistiu da música, se tornando alcoólatra e trabalhando em uma fábrica para sobreviver. Foi preciso a ajuda de sua amiga de infância, empresária e esposa, Debbie, para que ele retomasse a carreira.




Recompondo sua vida, Blaze retornou com uma nova formação, e com a banda levando o seu nome, já que anteriormente se chamava apenas BLAZE, e se apresenta no festival polonês Metalmania, onde toca ao lado de Testament, Destruction, Sepultura, Paradise Lost, Entombed entre outros. 




Grava e lança o DVD "Alive in Poland". Nota-se no dvd uma banda ainda em processo de entrosamento mas com um grande potencial (com exceção do baterista que logo é limado!). 

 A formação com o pior baterista!

A banda naquele DVD era composta por Blaze Bayley (Vocals), David e Nicolas Bermudez (Bass e guitar), o guitarrista Rick Newport e o péssimo baterista Rico Banderra. Os irmãos Bermudez são colombianos, e na Colômbia, tocavam no UNDER THREAT, banda que executava um Death Metal melódico. 



 Under Threat

Em sua discografia contavam na época os discos “Hipostasis” (1999), “Behind Mankind's Disguise” (2003) e “Deathmosphere” (2006), alem de uma demo lançada em 2004.








Essa formação fez apenas 4 shows, em junho, Blaze rompe com o empresário e com o filho dele, que era o baterista. Em novembro é anunciada a saída do guitarrista Rich Newport (ELASTTTIC, CHOPS FROM HELL) que cede lugar a Jay Walsh, que veio da banda FOURWAYKILL, onde esteve de 1997 ate 2007, tendo lançado apenas uma demo e dois Eps (“Kill or Cure” em 2001, e “24 Hours to Die”em 2003). 




Entra também o baterista Lawrence Paterson.



Rich Newport  monta uma nova banda, REALMS OF DEATH. A formação incluia o vocalista Kelly Sundown Carpenter (BEYOND TWILIGHT, OUTWORLD, ADAGIO), o baterista convidado Godgray (Elastttic) e o baixista Glyn Shepherd. De Rico Banderra não se tem noticias.



Com a banda reestruturada volta a tocar com frequência, e após um período de composição sai finalmente em 2008 o novo e poderoso disco: "The Man Who Would Not Die" (e superando MUITO a queda no nível do álbum anterior). O trabalho é aclamado mundialmente, mas como na vida de Bayley nada é fácil uma tragédia se abate sobre ele, cancelando a tour mundial que estava pra começar: sua esposa sobre uma hemorragia cerebral entrando em coma, vindo a falecer tempos depois. Em seguida, essa formação ainda lançou o cd/DVD “The Night That Will Not Die” e o cd “Promise and Terror”.



O baterista Lawrence Paterson sai da banda em 2010, e em seu lugar entra o italiano Claudio Tirincanti

 Claudio Tirincanti em Salvador - 14/04/2010 (Ba)

Larry se manteve ativo, e vem participando de várias bandas, entre elas: I.C.O.N.; ASOMVEL; IRON KNIGHTS, onde gravou os álbuns  “New Sound of War Drums” (2012), “Destroyer” (single/2013) e “Iron Knights (2014); MALICE COOPER e ROGUE MALE





Após se desvincularem da banda Blaze Bayley em 2011, os irmãos Bermudez fundaram o THE BOUNDED, junto com ex membros de renomadas bandas britânicas e colombianas: Mauricio Chamucero (Savage Messiah, ex-ShadowKeep, ex-Mekanix, ex-Rogue Male) e Fernando Politte (Bloodfate, The Last Breath). A sonoridade era voltada para o Heavy Metal, com alguns toques progressivos. A banda lançou um vídeo em 2013, e ao que parece está compondo novo material, como postado na página do facebook deles, no final de 2015.






Os irmãos Bermudez, decidiram então continuar seu caminho, voltando à Colômbia com sua antiga banda, o UNDER THREAT. Em 2013 saiu o novo álbum, "The Manifested Void".









O guitarrista Jay Walsh, saiu para a banda BULL-RIFF STAMPEDE, onde permanece ate hoje, e seu único lançamento até agora é o cd “Scatter the Ground” (2012).







Claudio Tirincanti ficou com Blaze e acabou gravando o famigerado “King of Metal” (2012). Mas tem passagens pelas bandas LEHMANN, OPPOSITE SIDES, RAVEN LORD e  SPACE MIRRORS.



Agradecimentos a Alyne Carloto e Raissa Kahn.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Confira a apresentação em La spirale, Fismes (França)

BLAZE BAYLEY se apresentou em La spirale, Fismes (França), no dia 01 de abril de 2016. 

Confira o vídeo com toda a apresentação:






Set list :
1. Infinite Entanglement
2. A Thousand Years
3. Futureal (Iron Maiden)
4. Human
5. Kill & Destroy
6. Identity
7. Solar Wind
8. Watching The Night Sky
9. Robot
10. Calling You Home
11. Stare At The Sun
12. Virus (Iron Maiden)
13. Ghost In The Machine
14. Silicon Messiah
15. Man Hunt (Wolfsbane)
16. Fear Of The Dark (Iron Maiden)
17. Man On The Edge (Iron Maiden)
18. Lord Of The Flies (Iron Maiden)

CONFIRA CLIPE DA FAIXA "INFINITE ENTANGLEMENT"

Através da sua página oficial no facebook, Blaze Bayley divulgou o clipe da faixa "Infinite Entanglement", faixa esta que também dá nome ao seu novo cd de estudio.

Confira abaixo o clipe:


sábado, 2 de abril de 2016

Steve Harris tocou com a banda BLAZE!


Em dezembro de 2000, Steve Harris fez uma participação na banda BLAZE, em um show da Silicon Messiah World Tour. 



O show ocorreu em 22 de dezembro, de 2000. Underworld Club, Londres, e Harris subiu ao palco para tocar "Man on the Edge" no encore final
Infelizmente, apenas fotos estão disponíveis na internet. O guitarrista Steve Wray revelou que tem esse show na integra em VHS guardado "em algum lugar", e que partes desse show chegaram a ser disponibilizados no primeiro site da banda, o saudoso Planet Blaze.  

Esse foi um momento histórico, onde o chefe do Iron Maiden mostrou que não existia animosidade e nem ressentimentos entre ele e o Blaze.

terça-feira, 29 de março de 2016

Infinite Entanglement Tour: Vídeos da apresentação em Geleen


Foi disponibilizado no Youtube um show de Blaze Bayley, com membros do Absolva como banda de apoio, realizado no De Meister, em Geleen, uma cidade dos Países Baixos (Holanda), na província de Limburgo. Veja abaixo alguns vídeos da apresentação:



Human / Kill and Destroy:



Solar Wind / Watching the Night Sky:



Robot:



Calling You Home


Virus:



Ghost in the Machine / Silicon Messiah:




Lord of the Flies:



Manhunt + drum solo/ Fear of the Dark:





terça-feira, 15 de março de 2016

VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO: Iron Maiden, Virtual XI



Por: Marcelo Lopes Vieira
 
Dia Indicado para ouvir: Quinta-Feira.
 
Hora do dia indicada para ouvir: Cinco da Tarde.
 
Definição em um poucas palavras: Adulto, Alternativo, Guitarra, Progressivo, Melancólico, Sombrio,.

Estilo do Artista: Heavy Metal.
 
Comentário Geral: Fãs do Iron Maiden, peço-vos que guardai as pedras até que meu argumento esteja completamente desenvolvido nestas linhas que se seguirão. O décimo primeiro álbum da carreira da Donzela de Ferro nem chega a gerar polêmica, o apedrejamento é impiedoso. Entretanto, com um olhar frio e alheio ao clamor apaixonado pela sonoridade clássica da banda, eu vos digo que não assimilo fracasso neste álbum. Procurando como definir este disco em apenas uma palavra, encontrei “liberdade”, como bradado inúmeras vezes na faixa The ClansmanEu sinto a liberdade de cinco músicos em compor sem a obrigatoriedade de revisitar o passado, alheios às vontades de seus fãs radicais, fazendo música sem ações musicais externas limítrofes, algo que não mais repetiriam em sua história. Mas ainda existiam fantasmas a assombrar o estúdio. A pressão por um sucesso com o novo vocalista, Blaze Bayley, que não pode ser comparado a Bruce Dickinson, não por questões técnicas, mas por terem estilos diferentes de voz, era enorme.
 
Este álbum era a prova de fogo de Blaze. Para alguns ele falhou, para mim ele é um ótimo vocalista, apenas não se encaixa nos moldes melodiosos do Iron Maiden. O que alguns não percebem é o caráter exorcista deste álbum e a necessidade dele ter sido composto para que a banda pudesse continuar de forma sadia. Mas não apenas isso, ele é um ótimo álbum se não comparado com os clássicos de início dos anos 80 e sendo frio, prefiro este Virtual XI ao macambuzio No Prayer for The Dying A única ressalva dentre as faixas do álbum é The Angel And The Gambler. Se esta fosse reduzida em cinquenta por cento, seria uma ótima canção, fazendo um cruzamento entre as bandas The Who e UFO, só que a realidade é diferente e ela foi eleita uma das piores canções que o Maiden já produzira, mas para mim tem seus encantos. Linhas de teclado que remetem a canções do Deep Purple, ótimos solos e riffs, onde a repetição constante de certos versos a torna cansativa. 
 
comparação com o álbum anterior X Factor, que trazia canções mais diretas foi determinante para rotular este Virtual XI como um fracasso, por ser um álbum mais melancólico e cadenciado e com canções longas. Mas a essência estava lá. Futureal tem a forma das canções do Iron Maiden e remete ao clássico como Be Quick Or Be Dead. A supracitada The Clansman , que fora baseada no filme Coração Valente, se mostra uma canção inspirada, atmosférica, que transita entre a melancolia e a rebeldia. Ainda existem momento fortes como Lightning Strikes Twice, com refrão consistente, riffs empolgantes em guitarras que duelando entre si, assim como acontece em When Two Worlds Collide. A canção The Educated Fool é uma auto-análise dos compositores, indo mais profundamente no significado das coisas e traz elementos mais que inerentes à sonoridade da banda.  
 
Aqui temos um conjunto de canções menosprezadas, mas que têm muita qualidade. Além disso, se fosse lançado por qualquer outra banda iniciante, e não sob o logo do Iron Maiden, seria aclamado como um clássico de fim do milênio. Não se permita deixar de ouvir estas canções por simples opiniões gerais de demérito (que são motivadas pela paixão ao passado) a este conjunto da canções. Ouça e tenha sua própria impressão da obra. Eu ouvi e gostei. Muito! Radicais… Agora sim… Podem atirar as pedras!
Ano: 1998
 
Top 3: The Educated Fool, The Clansman, Don’t Look To The Eyes Of a Stranger  
 
Formação: Blaze Bayley (vocais), Dave Murray e Janick Gers (guitarras), Steve Harris (baixo) e Nico McBrain (bateria)
Disco Pai: Deep Purple: Slaves And Masters (1990).
 
Disco Irmão: Van Halen: III (1998).

Disco Filho: Iced Earth: The Glorious Burden (2004).            

 
Curiosidades: Lançado em ano de copa do mundo que coincidia com os anos derradeiros do milênio, misturaram futebol com realidade virtual na temática de promoção que fora feita junto com o jogo Eddie Hunter, cujo pernosagem principal era o mascote Eddie e a trilha sonora era composta pelas vinte músicas mais populares do Iron Maiden.
Pra quem gosta deRealidade virtual, Van Halen com Gary Cherone, Judas Priest com Tim Owens e Pepsi. 



Publicado anteriormente no Gaveta de Bagunças.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...